Relações Públicas: uma mudança real de conceito
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 03 de dezembro de 2002
Marlene Marchiori 
Comemoramos ontem o Dia Nacional das Relações Públicas. Imagino um tempo, não muito longe, em que referenciar Relações Públicas significava: o ''vendedor'', o ''organizador de festas'', ou ainda ''é aquele que sabe falar muito bem''. Vejo hoje uma evolução, a qual se apresenta como um grande desafio para os profissionais da atualidade que têm sobre seu domínio, em uma organização, seja ela governamental, empresarial ou do terceiro setor, o direcionamento da comunicação estratégica e o envolvimento e conhecimento de todos os públicos funcionários, acionistas, fornecedores, clientes, imprensa, entre outros.
Relações Públicas vislumbra um novo estágio, um momento em que falar de relacionamentos tornou-se a palavra chave para diferentes mundos e profissões. Acordamos? Não. Simplesmente estamos vivendo a realidade que sempre foi tradição em nossa área: a de gerenciar relacionamentos, que se caracteriza por ser um processo contínuo e não um produto. Diante disso, Relações Públicas acaba por construir e fortalecer a identidade de uma empresa a qual necessita estar sempre em interação com a sociedade.
Percebe-se hoje a transformação da sociedade e, consequentemente, dos ambientes de trabalho, em função da proliferação da informação e dos avanços da tecnologia. Entramos, sim, em uma era de instabilidade e competitividade, em que complexidade, temporalidade, desordem, caos, conexões e conectividade, refletem no contexto social.
Este novo sistema requer flexibilidade, responsabilidade, velocidade, produção e, principalmente, disseminação de conhecimento palavra de ordem que, acrescida de uma visão estratégica, possibilita a contextualização de uma empresa e seus públicos com a realidade em transformação.
É preciso intensificar os relacionamentos, percebendo que não existe uma única visão de relacionamento entre a organização e seus públicos, pois sabemos que o crescimento de um grupo depende do quanto ele está em consonância com a realidade vivenciada.
É necessário que as Relações Públicas, junto ao nível institucional, entendam as atitudes e valores de seus públicos para que, desta forma, possam atingir os objetivos institucionais e também, diria hoje, sociais e humanos.
MARLENE MARCHIORI é professora da Universidade Estadual de Londrina


