Relações de consumo
O consumidor brasileiro está ficando mais consciente nas suas escolhas? Pelo que apontou a pesquisa "Rumo à Sociedade do Bem-Estar", do Instituto Akatu, tudo indica que sim. Noventa por cento dos entrevistados disseram que fazem escolhas com base no compromisso das empresas na redução do consumo de energia, desde que exista oferta de dois produtos com preço e qualidade semelhantes. O consumo de energia está na pauta de prioridade das 800 pessoas ouvidas em 12 grandes cidades (de todas as regiões do País).
O instituto saiu às ruas para saber o que as pessoas preferem ou admiram na atuação das empresas e o que as fariam mudar de comportamento com relação a um produto. O Akatu reuniu 18 práticas indicativas de Responsabilidade Social Empresarial e, durante a pesquisa, pediu para que as pessoas se manifestassem apontando as que consideram mais importantes para uma empresa ser considerada socialmente responsável.
O levantamento mostrou, na sequência, as outras características preferidas da população: selos de proteção ambiental (89%), se não há animais maltratados na produção (87%), boas condições de trabalho (86%) e boa relação com a comunidade (85%).
E por que alguém deixa de comprar um produto? Segundo o estudo, 92% dos consumidores desistem da marca quando uma empresa faz propaganda enganosa. A rejeição vale também quando há riscos à saúde (91%), se as empresas apresentam algum tipo de preconceito por gênero, raça, religião ou preferência sexual de funcionários (88%) ou se fornecedores impactam negativamente no meio ambiente (86%).
A pesquisa também serve como uma alerta para os fabricantes, pois mostra uma desconfiança crescente do público em relação às empresas. Em 2010, 44% dos entrevistados disseram que não acreditavam nas informações vindas de empresas em 2010. Em 2012, esse número saltou para 49%.
O consumo consciente ainda não é uma característica forte entre os brasileiros, mas a população tem se mostrado mais receptiva para ações de responsabilidade. É um grande avanço. Cabe às empresas, agora, abraçar o desafio de construir um modelo de produção cada vez mais responsável social e ambientalmente. Além disso, elas precisam também se comunicar melhor com os consumidores, buscando, principalmente, transparência.





