Auxiliar os homens a lidar melhor com os relacionamentos é o objetivo do curso de sexualidade masculina que acontece em Londrina. Jeferson Ridão, master em programação neurolinguística, explica que o curso mostrará o ciclo do relacionamento, que é composto de quatro partes: a conquista, o jogo da sedução, o ato sexual - que tem todo um clima a ser construído - e o aconchego - a reconquista da mulher. Também serão ensinadas técnicas de massagem e jogos. ''Os homens vão aprender o que as mulheres querem. Elas procuram um homem sensível, atencioso, carinhoso, que saiba percebê-las como mulheres, mas que tenham uma postura, firmeza e autoconfiança de homem.''

Como detectaram a necessidade do curso?
Observamos, em cursos destinados às mulheres, muitas reclamações. Começamos a tratar os homens e percebemos que não existem orientações para eles. O homem entrou na fase de pré-adolescência, tem obrigação de saber de tudo. Mas as mulheres estão conquistando espaço, crescendo, aprimorando-se e começando a exigir que o parceiro também se aprimore.

Quais as principais queixas das mulheres?
Que o homem não consegue ter sensibilidade, saber o momento de dar atenção, de parar e só escutar. O homem precisa saber agradar, posicionar-se de uma forma que complete o ciclo. O relacionamento homem/mulher é como uma dança, os dois precisam estar na mesma música e ritmo, um levando o outro.

O problema é encontrar a harmonia?
Sim. É preciso encontrar a harmonia e o ritmo certo. O homem, por causa das mudanças na sociedade nos últimos 30 anos, ainda não encontrou o ritmo. Ele está brigando em vários espaços da sociedade, mas no relacionamento deixa a desejar. A cultura masculina que impera, a gente vê isso em várias famílias, é a de 1960. O homem tem que saber o que fazer, mas não há orientação, acompanhamento.

Acredito que seja um problema para os homens porque a educação diz que eles não podem ser sensíveis, sentimentais, e as mulheres cobram masculinidade e sensibilidade.
Muitos homens reclamam: como vou ser sensível, ter esse ''feeling'' e mesmo assim preservar minha masculinidade? Daí a idéia do curso porque existem técnicas na área de programação neurolinguística que ensinam a ouvir de forma atenciosa, ampliar a percepção, aumentar a sensibilidade. O homem vai ter uma percepção mais apurada, usar melhor aquilo que a natureza que lhe deu.

Mas a mulher está preparada para esse homem? Porque o preconceito na maioria das vezes vem dela, que reclama da falta de sensibilidade, mas também do excesso.
O homem tem de encontrar o ponto de equilíbrio. Ele precisa aprender a ser sedutor, ter uma presença marcante e sensibilidade. Hoje a sociedade está procurando a figura de um novo homem. Estamos propondo que o homem, desenvolvendo a sua percepção, aprendendo a usar o cérebro de forma mais avançada, vai ouvir e ver melhor, ter mais atitude, aumentar o nível de confiança, isso com certeza vai causar um impacto positivo na vida dele.

Reclamações de homens e mulheres são diferentes: a mulher reclama da falta de atenção, percepção, carinho, ajuda; o homem, da parte sexual.
São focos estreitos, se o homem alargar um pouco vai perceber que para ter o que quer, que é o sexo, precisa ver, nas laterais, as coisas de que a mulher sente falta. A mulher só vê as laterais, o meio, que é o sexo, não vê. Ambos vêem o problema, mas em pontos distintos, focam somente na parte que os incomoda. Quando conseguirem ter uma visão integral do que é um relacionamento, será maravilhoso. Aí um consegue de fato se casar com o outro.

Serviço
O curso será dia 07/08
Informações: (43) 3344-4402

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