Combustível, impostos, manutenção. Por si só, possuir um automóvel custa caro. Porém, mais gastos podem surgir quando não se observa as regras estabelecidas pelo Código de Trânsito Brasileiro.
Em Londrina, até o dia 20 de outubro deste ano a Companhia de Trânsio (Ciatran) já registrou 8.827 infrações. Destas, 3.193 foram infrações gravíssimas; 1.491, graves; 2.103, médias e 2.040, leves. O mês recordista de notificações foi fevereiro, com 1.217.
Descumprir as leis pode custar entre R$ 53,20 e R$ 191,54, dependendo da gravidade da infração cometida. Mas tomar alguns cuidados antes de sair para dirigir pode evitar aborrecimentos e gastos extras.
O hábito de usar o cinto de segurança, por exemplo, evita multa grave de R$ 127,69 e cinco pontos na carteira. Entre as infrações médias, é proibido dirigir com o braço para fora do veículo, com calçados que não se firmem nos pés ou comprometam a utilização dos pedais (como chinelos e sandálias de salto alto), com apenas uma das mãos ao volante e utilizando fones nos ouvidos conectados à aparelhagem sonora ou telefone celular. Ter o carro imobilizado por falta de combustível também se enquadra nessa categoria de infrações.
Segundo o tenente Antônio Carlos Campos Júnior, da Companhia, as desculpas dos motoristas quando são pegos em situações irregulares são as mais variadas. ''Quando eles estão sem o cinto costumam justificar com a frase, 'acabei de sair da garagem''', exemplifica.
Entre os motoristas, a confissão de que pequenos delitos são cometidos é comum. Janaina Mayer dirigia de chinelo e confirmou: ''A gente até sabe que atrapalha mas no calor acaba colocando sandália''. Mas quando a questão é celular ela segue a regra. ''Digo que estou no trânsito e que ligo depois.''
A atitude de Janaina Mayer é aprovada pelo taxista Andres de Paz. Ele confirma que o celular tira a atenção. ''Às vezes vejo motoristas que ficam dirigindo no meio da pista porque estão falando ao celular'', afirma.
Luiz Carlos Ferreira já sentiu no bolso as despesas que falar ao celular enquanto dirige pode causar. Depois de levar uma multa ele declara que costuma parar para atender às ligações. Além disso, Ferreira confirma que o celular atrapalha o motorista nas curvas e ultrapassagens. ''Eu também sou brasileiro e às vezes cometo infrações. Costumo dirigir com o cotovelo apoiado na porta'', relata.
Outra motorista flagrada de chinelo ao volante é Silvana Barros. ''Fui à manicure e para não estragar a unha eu vim de chinelo'', desculpa-se. Mas ela diz que o chinelo não atrapalha na direção. ''No princípio me incomodava mas agora que já acostumei com os pedais não atrapalha mais.'' Quanto ao uso do celular ela é enfática: ''Não consigo dirigir e falar ao celular ao mesmo tempo''.

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