Me recordo com clareza o período em que um grupo político do qual fazia parte, juntamente com o Eduardo Trevisan e o deputado federal Alex Canziani, entre outros, se empenhava em discutir a questão da Região Metropolitana de Londrina (RML). Idéias que nasceram ainda no movimento estudantil da Universidade Estadual de Londrina (UEL), no começo da década de 90. A lei criando a RML foi sancionada em 17 de julho de 1998, mas na prática nada foi feito. Por ineficácia ou por desinteresse político de um governo que teve como característica principal a centralização das decisões do Estado. Agora conseguimos que fosse criada rubrica para a implantação da RML.
A RML já existe de fato pela interação econômica e social que se observa entre Londrina, Rolândia, Cambé, Ibiporã, Jataizinho, Bela Vista do Paraíso, Sertanópolis e Tamarana. Com a concretização da sua implantação, alguns aspectos de gestão urbana envolvendo nossas localidades vão estar melhor equacionados, proporcionando otimização dos recursos despendidos pelos envolvidos. Entre eles, destacam-se a integração dos transportes públicos e sistemas viários e a unificação do tratamento e disposição do lixo.
Criada a rubrica de implantação da RML, chamo a atenção de nossos municípios para atentarem a dois passos primordiais para atingirmos o desejável desenvolvimento integrado: instituir a estrutura organizacional que irá atender às necessidades de implantação e gerenciamento das questões metropolitanas; e estabelecer um sistema de informações necessário para o planejamento das ações visando a eficácia deste gerenciamento.
A RML passa a existir de fato com sua inserção no orçamento do Estado do Paraná, através de uma rubrica específica. A comunidade regional poderá contar com a existência de atuante força político-econômica em Londrina, com poder de influência tanto no âmbito estadual quanto federal para a obtenção de recursos financeiros que irão desafogar o já comprometido orçamento municipal. Atente-se que estes recursos deverão estruturar a integração regional, sem polarizar as ações de infra-estrutura e serviços - compatibilizando a cidade-pólo com sua função potencializadora do desenvolvimento integrado regional.
O dinamismo do crescimento de Londrina e região, com suas forças políticas, empresariais, educacionais, tecnológicas e sociais, unidas em colaboração com as lideranças metropolitanas, reforçará o desenvolvimento sustentável do Norte do Paraná. E, assim, com equilíbrio econômico e social de nossa RML, apoiado em nossa capacitação na gestão pública do território metropolitano com eficiência e a indispensável participação democrática da comunidade regional, caminharemos para o progresso, enfrentando os desafios deste século, que prioriza a competitividade e a qualidade de vida.
MARCOS DEFREITAS é secretário de Planejamento de Londrina

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