O coeficiente da região acompanha a tendência do Sul do País, que é, proporcionalmente, líder de notificações de mortes por habitante. Mas ao contrário do panorama nacional, a neoplasia de pulmão deixou de ser a maior responsável pelos óbitos locais. Já em 2001, o câncer de estômago tornou-se o mais letal em Londrina e municípios vizinhos. O médico Gilberto Berguio Martin, chefe da 17 Regional de Sa© úde, acredita que a mudança de posições no ranking indica campanhas anti-fumo e de prevenção aos tumores, que começam a dar resultados. ''Pulmão é um tipo de caso que pode ser prevenido, já que quase todos os doentes são fumantes'', ressalta Martin. ''Mas não só os tabagistas ativos, como também os passivos, correm risco.''
O câncer de estômago, que tem diminuido em vários países, é um dos mais letais no Brasil. Pode ser agravado pela ação do fumo e do álcool. Os fatores de risco sugeridos incluem ainda hábitos alimentares, como o consumo de alimentos muito salgados, defumados ou conservados e enlatados. Eles podem conter ou estimular a formação de substâncias cancerígenas potenciais. A bacteria Helicobacter pylori, que se propaga sobretudo em ambientes de pouca higiene, e aloja-se na mucosa do estômago, é apontada como outro fator cancerígeno.
O terceiro tipo de tumor mais mortal na região, o de mama, pode ser prevenido com a atenção da mulher. O chefe da 17 Regional explica que o autoexame das mamas deve ser feito a partir do momento que começa a vida sexual ativa. Para prevenir o câncer de colo de útero, o ideal é submeter-se a um exame anual ginecológico a partir de 30 anos. A mamografia deve ter um intervalo máximo de no mínimo dois anos.
O preconceito ainda é responsável pela propagação da neoplasia de próstata. E o homem que quiser ver-se livre do risco precisa capitular: a partir dos 40 anos, precisa fazer ano a ano o exame preventivo de toque retal. ''Ainda é o modo mais eficiente para detectar a hiperplasia da próstata'', frisa Martin. O câncer de cólon, que passou o de esôfago e hoje é o quinto mais letal nas estatísticas da 17 Regional, é mais comum no paciente idoso. Também tem entre fatores de risco as dietas não-balanceadas, a ingestão de bebidas alcoólicas e hereditariedade. R.M.

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