Está criado o consenso dentro do meio empresarial e do meio acadêmico que nasce um novo ciclo de crescimento econômico, lastreado principalmente no fato de a economia brasileira ter crescido. Um dado ainda mais importante é a constatação que o investimento em bens de capital é significativo, circunstância que corrobora a expectativa de maior produção industrial e geração de emprego e renda.
Esse tão almejado ciclo de crescimento gera as condições ideais e o melhor momento para que o Estado promova a unânime e indispensável Reforma Tributária, vez que o Produto Interno Bruto se incrementando, via crescimento econômico sustentado, a arrecadação tributária cresce a reboque, por consequência.
Portanto, o temor que sempre cerca qualquer governo quando se fala em Reforma Tributária, qual seja, perda de arrecadação, fica praticamente afastado porque o crescimento econômico geraria maior riqueza passível de oneração tributária, compensando-se eventual diminuição da carga tributária.
Aspecto que também favorece e autoriza o desenho de um novo sistema tributário, pautado principalmente no princípio de que se deve tributar o consumo e não a produção e a mão-de-obra, é que o déficit nas contas previdenciárias também está bem administrado.
Assim sendo, o governo federal deve e pode efetivamente implementar a Reforma Tributária agora, pois, nesses últimos anos a arrecadação tributária garantiu os cofres públicos cheios e a diminuição da carga tributária certamente será compensada pela oneração da parte da renda tributável gerada pelo aumento da atividade econômica.
Devemos nos espelhar nos Estados Unidos, que baixou os tributos e trouxe para o país o dinheiro e o investimento de várias empresas e pessoas físicas ricas da América Latina, movimento esse que ajudará a financiar a economia do país, gerando maior desenvolvimento econômico.
Os tributos que incidem sobre o investimento e a produção são um dos entraves ao desenvolvimento do país, constituindo-se no principal item do ''custo Brasil''. Urge, pois que se faça a tão almejada reforma tributária. A hora é essa.
GILSON TEODORO FAUST é advogado em Curitiba

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