A necessidade da reforma política é praticamente consenso entre os brasileiros. Excesso de siglas partidárias, coligações proporcionais e financiamento de campanha são alguns dos temas recorrentes, principalmente em períodos pré-eleitorais. No entanto, o debate tem se intensificado nos últimos meses desde que a Operação Lava Jato, que investiga um esquema bilionário de desvio de recursos da Petrobras, ganhou espaço na mídia.
O projeto de lei que trata da reforma política está parado no Congresso Nacional há anos. Não há vontade para discutir seriamente o assunto certamente porque há itens que são contrários à vontade dos partidos e seus mandatários. No entanto, a mudança se faz urgente e é preciso esclarecer e discutir os principais pontos com a população.
Se até mesmo lideranças partidárias consultadas pela FOLHA têm dúvidas a respeito da aprovação da matéria até outubro, prazo limite para que a lei seja válida para as eleições municipais do próximo ano, seria importante apresentar os principais pontos aos brasileiros. O fim da reeleição e a extensão do mandato para cinco anos, por exemplo, são temas que começaram a ser ventilados há pouco tempo. O financiamento público da campanha também é motivo de muita controvérsia
No entanto, se as investigações promovidas pela Justiça nos últimos tempos mostraram a necessidade de mudanças, é importante também que a população participe mais da vida pública do País. Quando os brasileiros acompanharem mais ativamente os atos de seus representantes, o cenário começará a melhorar.
Os maus políticos não podem continuar a contar com a impunidade e com a falta de memória dos eleitores. Boa conduta e probidade são valores fundamentais para gestores públicos. É importante que a indignação causada na população pela roubalheira do dinheiro público contribua para que todos fiquem mais atentos e vigilantes.

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