O vai e vem da Reforma Administrativa, que teve o seu envio adiado várias vezes para Congresso, ganhou novos capítulos nesta semana. Primeiro, o governo decidiu só encaminhar a reforma no ano que vem, temendo um desgaste na Câmara e no Senado por conta do ano eleitoral.

Todo mundo sabe que as eleições municipais têm forte tendência de mexer com o humor do congresso e esvaziar as sessões nos meses que antecedem o pleito.

Lembrando que normalmente, entidades que representam servidores públicos exercem pressão sobre parlamentares e, olhando por esse lado, o executivo teme dificuldade na aprovação de propostas sobre o tema.

O governo ainda não divulgou o texto do projeto. Há informações que as alterações deixariam de fora os servidores públicos atuais.

Nesta quinta-feira, a Reforma Administrativa voltou à pauta. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, afirmou que vai tentar convencer o presidente Jair Bolsonaro a enviar a reforma administrativa do governo e disse estar disposto a dividir o desgaste do tema com o Planalto. "Nós vamos tentar convencer o presidente de que pode enviar, que ele vai enviar, e que nós não vamos ter desgaste, nós vamos ter apoio da sociedade para que a gente possa... não é cortar, perseguir servidor, muito pelo contrário, é valorizar o servidor."

Segundo Maia, a reforma foi discutida em uma reunião realizada na quarta-feira (12) entre ele, o presidente Jair Bolsonaro, o ministro Paulo Guedes (Economia) o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e outros técnicos do Ministério da Economia.

Não é novidade que o Poder Público compromete grande parte da sua arrecadação com a folha salarial. Hoje, estados e municípios estão endividados e não há uma luz no fim do túnel indicando que a situação melhore sem que gastos não sejam revistos.

A Reforma Administrativa é essencial para que a máquina pública, que custa caro e de maneira geral tem baixa produtividade, comece a equilibrar a relação gastos e qualidade dos serviços prestados à população.

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