A partir do ano que vem os fabricantes de farinhas de trigo e de milho deverão colocar no mercado produtos fortificados com ferro e ácido fólico (vitamina do complexo B). A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) pretende aumentar a ingestão do ácido fólico especialmente pelas mulheres em idade fértil. A vitamina previne a malformação do tubo neural (estrutura precursora do cérebro e da medula espinhal) no feto.
Em média, o consumo diário da vitamina é de 0,2 mg quando o recomendado é de 0,4 mg para gestantes. A formação do tubo neural no embrião acontece entre o 22º e 28º dia após a concepção, período em que grande parte das mulheres ainda não sabe que está grávida. Conforme estudos, a incidência de crianças que nascem com deformações nesse tubo é de uma em cada mil nascidas vivas. Cerca de 70% dos casos de defeitos do tubo neural podem ser evitados com a suplementação do ácido fólico. A vitamina é encontrada em vegetais verde escuro, frutas cítricas, fígado, grãos e carnes em geral.
A Anvisa também especifica a adição de ferro às farinhas para prevenir a anemia ferropriva. A estimativa do Ministério da Saúde é que cerca de 45% das crianças até cinco anos cerca de 10 milhões de pessoas tenham algum grau de anemia.
Gestantes são um grupo de risco para essa carência que pode levar ao baixo peso do recém-nascido. A anemia por carência de ferro independe de classe social porque a alimentação habitual do brasileiro é pobre em ferro ou contém algum tipo de mineral com baixa absorção pelo organismo. O custo da fortificação da farinha, segundo a Anvisa, é considerado baixo. Para 100 quilos do alimento são gastos, no máximo, R$ 0,05.

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