Estive no Carnaval em Curitiba e pude perceber quão grande é a distorção nos preços dos combustíveis praticados em Londrina. Abasteci a R$ 2,05 na capital. Em Londrina pagamos até R$ 2,39. Possuo um Gol cujo tanque de combustível tem a capacidade média de 46 litros, e realmente me incomoda saber que gasto quinze reais e trinta centavos a mais para enchê-lo que o consumidor curitibano pagaria.
Nós londrinenses não podemos continuar reféns dos empresários proprietários de postos de combustíveis que nos revendem produtos de qualidade duvidosa, muitas vezes responsável pela redução da vida útil do automóvel. A Folha já noticiou em suas páginas inúmeras ações infrutíferas contra tal situação promovida por este ''aparente'' cartel: fotos de preços dos postos, ações propostas pelo Ministério Público que esbarram na morosidade do judiciário norte-paranaense, inúmeras denúncias e reclamações e aparentemente nada se altera.
A solução é a mobilização da sociedade organizada de Londrina. Uma sugestão seria o que chamo ''abastecimento por setores'', ou seja, escolher alguns postos de algumas regiões da cidade para abastecermos os tanques de nossos veículos, boicotando nessas semanas os de outras regiões, por exemplo, abastecer uma semana nos postos das saídas da cidade, outra nos postos da zona norte, outra na zona sul.
Londrina é a terceira cidade do sul do país, possui um grande mercado consumidor e esta medida certamente obrigaria os postos a promover a redução dos preços dos combustíveis a um patamar aceitável, à criação de uma saudável concorrência e se instalaria o real respeito aos consumidores, findo assim o tratamento de otário dado aos londrinenses por empresários ávidos apenas pelo engrandecimento de seus negócios.
ANTÔNIO RIBEIRO - Londrina
Carnaval em Londrina
Quero parabenizar a imprensa local, a Secretaria Municipal de Cultura, a Prefeitura de Londrina, os blocos Afoxé Ilê de Ogum e da Terceira Idade e as escolas de samba dos grupos A e B, sobretudo a Gaviões Londrinenses, campeão deste ano, pelo belo espetáculo que nos proporcinaram no Carnaval 2003 de Londrina. É importante quando a sociedade e governo se unem para valorizar a cultura brasileira e a mensagem de paz num mundo globalizado e fragilizado pelas possibilidades de guerra. Um abraço a todos e até o próximo Carnaval.
CLODOVIL SALUSTIANO DE MORAIS (percussionista) - Londrina
Na contramão
O mundo todo está passando por momentos difíceis e o Brasil também. Os governantes, principalmente nosso atual presidente, acreditam que para melhorar a situação é preciso investimentos em diversos setores, inclusive e principalmente na Educação. Me custa acreditar que Joaquim Távora está na mão contrária da história. Enquanto todos lutam por uma educação de qualidade, nosso município e suas autoridades se preocupam com ''politicagem barata'' que prejudica o povo tavorense.
Existe um ditado que diz que contra a ignorância não há argumentos. Se a educação tavorense municipal reage com golpes vingativos a uma luta justa de docentes municipais, fico pensando que pobreza de argumentos, que falta de objetivos, que descaso com o povo.
Joaquim Távora figura hoje entre as cidades da região que oferecem escola pública de qualidade. Este conceito foi conquistado por todos que participaram da educação municipal através de ações pedagógicas e educacionais. E neste processo de evolução, aprendemos a formar alunos críticos atuantes e modificadores de uma sociedade. Talvez uma utopia? Será que ser crítico, atuante e modificador da sociedade é crime? E merece ser punido com remanejamentos compulsórios e pressão social?
Eu creio que a competência deve ser aplaudida e não perseguida. Eu creio que a maior qualidade de um líder é o poder de apaziguar e reunir seus seguidores. E que esta qualidade é o que o faz ser o que é.
SILVIA ANDRÉA SIOFFI MOREIRA (professora) - Joaquim Távora
A vergonha do pedágio
Finalmente a caixa preta do dinheiro arrecadado no pedágio começou a abrir. Na praça que o MST quebrou em Cascavel passam cinco mil veículos por dia. Pelas minhas contas só com veículos de passeio, eles recebem R$ 28 mil. Se considerarmos os caminhões e as carretas essa quantia pode até dobrar. E, talvez, essa não seja uma praça tão lucrativa pois fecham o desvio dos moradores. Agora calculem quanto eles arrecadam por mês? Calculem numa praça daquelas na rodovia perto de Curitiba e verão a herança que o Jaime Lerner deixou aos paranaenses, um Estado que ele vendia na TV como de primeiro mundo e não fim de mundo. Afinal, o Requião vai ou não tomar uma atitude?
MÁRCIO DICESAR BENASSI Sertanópolis

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