Redução na tarifa de energia
Depois dos sucessivos reajustes na tarifa de energia elétrica, a partir deste mês consumidores e empresas pagarão menos. A queda é pequena, em torno de 3%, e já havia sido anunciada. A bandeira tarifária, uma cobrança extra estipulada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), passou da cor vermelha para a amarela, devido ao desligamento de termelétricas, que têm um custo maior de geração de energia. A expectativa é que a partir de abril a taxa deixe de ser cobrada, quando a bandeira adotada será a verde.
Importante acrescentar que entidades representativas da indústria e do agronegócio afirmam que a redução pouco impactará nos custos do setor produtivo. É claro que toda redução é importante, mas ainda não é suficiente para trazer ganhos de competitividade. Todos são unânimes ao afirmar que a alíquota de ICMS precisaria ser revista. No entanto, em períodos de crise e quando o governo pretende aumentar impostos, dificilmente ocorrerá uma revisão.
A sociedade precisa pressionar o governo a investir em novas formas de geração de energia elétrica. O Brasil é extremamente dependente das hidrelétricas, modelo influenciado pelo regime de chuvas. Quando a seca é severa, como ocorreu no ano passado, a geração de energia cai e o País tem que recorrer às termelétricas, que têm custo elevado. Dados do Ministério de Minas e Energia apontam que as hidrelétricas correspondem a 65% da capacidade instalada, em seguida aparecem as termelétricas com 29% da matriz e as usinas eólicas representam apenas 3,5% da matriz energética do País.
O Brasil precisa de planejamento e de propostas que promovam o seu desenvolvimento sustentável. Investimentos em infraestrutura são fundamentais para garantir o crescimento até para evitar que gargalos impeçam que o País se desenvolva plenamente.





