Redução dos juros
A decisão da Caixa Econômica Federal de reduzir a taxa de juros para financiamento de veículos novos, seminovos e motocicletas deve dar novo impulso ao segmento. Há anos o mercado de usados deixou de ser atrativo aos consumidores devido aos inúmeros benefícios governamentais que incentivaram a comercialização de veículos zero quilômetro. Desde o início da crise econômica internacional, a indústria automobilística foi um dos pilares escolhidos pelo governo para blindar o País contra a recessão, a partir da movimentação da cadeia produtiva - de commodities, produção de autopeças, acessórios e diversos outros itens - e manutenção dos empregos.
A partir de um cenário montado, com preços mais baixos de veículos zero somado ao crédito farto e flexibilidade para a concessão de financiamentos, as vendas bateram sucessivos recordes. Se os brasileiros descobriram os veículos novos, os seminovos passaram a lotar pátios de revendas e estacionamentos. Agora, o objetivo é estimular esse mercado.
Além disso, o anúncio de baixar os juros para esse segmento vai de encontro à atual política de governo, que pede a redução de juros e taxas praticados pelas instituições bancárias, ainda uma das mais altas do mundo. E, por isso, há a expectativa de que os bancos privados acompanhem a Caixa e também anunciem cortes. A partir do anúncio (as regras valem também para o Banco Panamericano), as taxas vão variar de 0,75% a 1,51% ao mês de acordo com as condições de financiamento. No entanto, o percentual será definido por fatores como cota de financiamento, idade do veículo, prazo e nível de relacionamento com o banco. Com as novas regras, o objetivo é aumentar o saldo da carteira de veículos dos bancos, de R$ 9,3 bilhões para R$ 10,6 bilhões até o final do ano.
Toda medida que baixe taxas e encargos pagos pelos consumidores é positiva. No entanto, ao invés de estímulos pontuais a apenas alguns setores produtivos, mais interessante seria se houvesse uma desoneração tributária geral. Desta forma, os benefícios aos consumidores seriam muito mais efetivos.





