Se no início do programa a dificuldade foi ter acesso às famílias, hoje, a Pastoral da Criança enfrenta a diminuição do número de voluntários. Na Arquidiocese de Londrina, que congrega 62 paróquias, o número de crianças atendidas caiu de 15 mil para 12 mil nos últimos dois anos. ''Esta queda no número de crianças atendidas está relacionada a questão do voluntariado'', explica a coordenadora da Pastoral na Arquidiocese de Londrina, irmã Luzia Aparecida dos Reis.
E mesmo em Florestópolis, onde a Pastoral nasceu, a situação não é diferente. Há dois anos eram 80 voluntários, e hoje são 66 para 1.272 crianças. ''As mulheres desistem porque a maioria trabalha na lavoura e só tem um dia de folga, e nesse dia elas têm a casa e os filhos para cuidar'', diz a voluntária pioneira Maria Jaci da Silva.
Segundo irmã Luzia, a Pastoral tem feito divulgações do trabalho para convidar e estimular o voluntariado. ''Qualquer pessoa pode ser voluntária, basta querer ajudar e colaborar'', afirma. Ela explica que o voluntário irá fazer atividades de acordo com a sua formação profissional e a disponibilidade de horários. C.P.

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