O número de veículos particulares no Brasil cresce 10% ao ano e representa séria ameaça ao transporte coletivo urbano. Segundo a Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU), o aumento da frota de carros e motos provocou a redução de pelo menos 30% no número de passageiros transportados na última década.

''Esse é um problema que afeta o setor e que coloca em risco a própria viabilidade do negócio como um todo'', alerta o presidente da NTU, Otávio Vieira da Cunha Filho. O problema é que a grande volume de carros nas ruas provoca congestionamentos cada vez maiores.

Com mais coletivos circulando, o caos no trânsito só aumenta, gerando um círculo vicioso que o passageiro vai sentir na pele. Ou melhor, no bolso, já que a maior quantidade de ônibus nas ruas reflete-se no valor da tarifa.

Do ponto de vista prático, a entidade apresenta uma série de alternativas para melhorar o transporte coletivo. A principal é o Bus Rapid Transit (BRT), hoje adotado em várias partes do mundo. Implantado na década de 1970 em Curitiba, tem como diferencial a capacidade de transportar mais passageiros do que os ônibus convencionais, aliada à rapidez proporcionada pela faixa de circulação exclusiva e embarque e desembarque nas estações elevadas.

Leia a entrevista completa do repórter Eli Araujo

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