Redução da taxa de juros
A sinalização de que o Banco Central poderá baixar a taxa básica dos juros para a casa de um dígito não deixa de ser uma boa notícia para os brasileiros. O índice atual ainda é um dos mais altos do mundo, o que penaliza a cadeia produtiva e os consumidores. Em ata divulgada nesta semana o Comitê de Política Monetária (Copom) indica uma redução mais forte da Taxa Selic (referência para as operações de crédito). Na última reunião, o percentual foi fixado em 10,5% ao mês.
No documento, o Copom argumenta que o desaquecimento da economia no segundo semestre do ano passado foi mais forte do que o projetado e que a Europa está longe de resolver a sua crise econômica. Embora o Banco Central negue qualquer interferência direta da presidência da República na condução das decisões do Comitê, foi divulgado que a presidente Dilma Rousseff desejaria uma retomada mais forte na economia.
Certamente o crescimento do País precisa ser estimulado. Neste início do ano já foram divulgados diversos indicadores que apontam claramente a desaceleração da economia, como a queda na geração de empregos (atribuída à alta taxa de juros) registrada no País e no Paraná, ao baixo crescimento do consumo de energia elétrica e a redução da produção industrial. A inflação fechou 2011 no limite da meta, de 6,5%. No entanto, projeções indicam que para este ano o índice deverá ficar em um patamar mais baixo e que, por isso, há espaço para a redução dos juros.
Agora, as apostas do mercado indicam uma taxa de 9,5% em abril. Não é de hoje que, principalmente, o setor industrial reivindica uma redução da taxa de juros. A medida, se levada adiante pelo BC, contribuirá para a aceleração da economia, puxada pelo aumento da demanda. É importante que a taxa seja ajustada à realidade nacional e que não penalize produção e consumo. Aliás, devem ser promovidos ajustes não só na Selic, mas também nas cargas tributária e trabalhista, outros fatores que emperram o desenvolvimento do País.





