Mais de 16 milhões de consumidores conseguiram sair da lista de inadimplentes de janeiro a outubro deste ano, número 16,3% maior do que o atingindo no mesmo período do ano passado. Embora o índice de inadimplentes também tenha apresentado crescimento (9,5% no acumulado do período), a notícia de que as pessoas conseguiram deixar o ''cadastro negro'' é positiva porque aponta para a manutenção do emprego, os baixos índices das taxas de desemprego e o aumento da renda da população. Indica, portanto, que a economia tem mantido crescimento, apesar do nebuloso cenário internacional.
Apesar do resultado, o crescimento da inadimplência desde 2009 já foi objeto de críticas. A argumentação de especialistas é que a atual situação não é confortável e que é preciso alerta, principalmente porque concessão de crédito e expansão da economia têm apresentado crescimento descompassado. Além disso, o nível de endividamento das famílias - que embora tenha se mantido estável em novembro - é um dos mais altos já atingidos. No entanto, para o governo o crescimento dos endividados está relacionado às operações de financiamento de veículos que, há alguns anos, chegaram a 72 meses. Os pontos positivos são a redução da tomada de crédito, a queda da taxa de juros e o crescimento da economia, o que indicam que a inadimplência pode recuar no próximo ano.
Neste período tradicionalmente os índices de inadimplência recuam, favorecidos pela injeção do 13º salário dos trabalhadores. No entanto, é importante frisar que as compras de Natal, somadas à grande carga de impostos de todo início do ano, acabam por aumentar a inadimplência a partir do final do primeiro trimestre. Também é importante que os consumidores tenham cautela e evitem gastos desnecessários para que os índices não cresçam significativamente. O consumo sustentável é importante tanto para consumidores como para empresários. Ninguém tem interesse no aumento da inadimplência.

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