Recorde paranaense em abertura de empresas
Alheio aos ventos da tão propalada crise financeira, o empreendedorismo paranaense bate recorde em abertura de empresas. Os números da Junta Comercial do Paraná revelam que em 2008 ano que trouxe de arrasto os fatídicos quatro meses pós setembro 53.087 empreendimentos empresariais foram adicionados, 11,25% a mais que em 2007. Só São Paulo e Minas Gerais superaram o ranking paranaense. Em Londrina, se o crescimento no setor foi menor que no ano anterior, dez novas empresas foram registradas a cada dia, na maioria micros.
O presidente da Junta, Julio Maito, diz que contribuiram para esse avanço no Paraná a entrada em vigor da Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas e do sistema Supersimples, mais as isenções de ICMS. E segundo ele, as coisas melhorarão ainda mais a partir do segundo semestre, quando vigorará a lei do Microempreendedor Individual, que visa tirar da informalidade trabalhadores como manicures, eletricistas, doceiros e feirantes.
E enquanto isto ocorre, a Caixa Econômica Federal anuncia que concedeu em janeiro quase R$ 2 bilhões em crédito imobiliário. A venda de automóveis preferencialmente os mais populares teve alta de 7% nestes primeiros 48 dias do ano, embora na soma de todo o gênero de veículos automotores não houve avanço. E nos Estados Unidos nação moduladora de quase tudo no mundo e ponto crítico onde a crise irrompeu Barack Obama posa sorridente e otimista ao assinar, terça-feira, um gigante plano de recuperação, com o suporte dos 787 bilhões de dólares que acaba de ser aprovado pelo Congresso. O investimento maior será em obras públicas, para tentar recuperar em dois anos os 3,5 milhões de empregos perdidos. Não vou fingir que o dia de hoje marca o fim dos nossos problemas econômicos, ele disse no ato, mas que este é o início do fim da crise. Obama tambem está cortando impostos. Para apenas um mês de governo, este é um grande salto.
O que é bom para os Estados Unidos pode ser bom para o mundo. Com relação ao Brasil, era assim que o ministro Roberto Campos entendia e proclamava. Provou-se agora que, ao menos, o que acontece de ruim na poderosa nação reflete negativamente em todo o planeta. Mas é desnecessário dizer que também temos no Brasil um governo, aí entendido também o corpo legislativo, e desses poderes dependem muitas coisas. Por extensão, é indiscutível a relevância do que igualmente decidem os governos estaduais e as prefeituras. Se os setores oficiais também cortarem gastos abusivos e esta é uma medida ainda não tomada isto já será uma formidável mão na roda.





