Recorde de receita pode dispensar mais imposto
A Receita Federal não pára de acumular recordes de arrecadação, e isto ocorreu também no fechamento dos primeiros cinco meses deste ano. Foi um crescimento real de 11% em relação com o mesmo período de 2007. Os fatores que contribuíram para isso foram o aumento do IOF para compensar uma parte da perda da CPMF, o incremento da produção industrial e do conjunto da economia graças não a políticas governamentais mas ao arrojo empresarial e a eficiência do sistema arrecadador.
O Tesouro disponibiliza de reservas substanciais, por isso não se justifica a obcecada investida para criar a Contribuição Social da Saúde, que engordaria os cofres públicos em mais R$ 10 bilhões anuais. A sanha arrecadadora não visa outra coisa senão manter o status atual da gastança, sem diminuir o vasto rol de despesas supérfluas e, no geral, o alto custo da estrutura governamental. O Governo anuncia que fez cortes, porém nada impactante, porque nenhum ministério foi eliminado e analistas afirmam que mais da metade deles são desnecessários e só úteis para manter empreguismo nem o quadro funcional foi diminuído e nem despesas abusivas foram cortadas. Acrescente-se a isso as histórias de corrupção, que se existiram fortemente nestes anos do atual Governo (e também dos anteriores), com toda a certeza estão continuando, em maior ou menor escala. Porque não dá para confiar que obras públicas não estejam sendo superfaturadas e que a honestidade na gestão pública tenha se instalado. Tudo isso significa necessidade de muito dinheiro para manter essa roda viva. O bolso do povo é que paga, em forma de impostos. O caminho é a redução dos gastos desnecessários e implantação da moralidade, que significariam mais disponibilização de recursos para obras e serviços e menos necessidade de assaltar a economia popular.
É sabido que dinheiro extraído do meio circulante e canalizado para o domínio do Governo faz falta à rotatividade dos negócios privados, e é deles que o desenvolvimento se sustenta. Hoje vive-se a situação de governos ricos e povo pobre, no sentido de que o sistema governamental aí compreendidos os três Poderes opera em regime de abundância e fausto nos seus escalões mais altos, que são os que mais gastam, e esta não é a situação das empresas e dos cidadãos individualmente.
A economia, nas bases, vive com o cinto apertado, enquanto o poder paralelo e sugador, representado pela máquina pública, nada de braçadas e se locupleta. Certo que tem ocorrido nos tempos mais recentes uma melhora do desempenho empresarial, com um pouco mais de fôlego, mas isto se deve à ginástica que as classes produtoras têm de fazer para enfrentar o custo desse sócio incômodo que se chama Governo.





