Os resultados da UEL (Universidade Estadual de Londrina) no prestigiado THE (Times Higher Education Impact Rankings) de 2026 merecem ser comemorados. Permanecer entre as 600 universidades mais bem avaliadas do mundo em sustentabilidade, manter-se como a terceira instituição brasileira mais bem colocada e liderar, pelo terceiro ano consecutivo, entre as universidades paranaenses é uma realização muito importante. É o reconhecimento internacional de uma universidade pública que, há décadas, produz conhecimento, faz pesquisa de excelência, forma profissionais e transforma a realidade de Londrina e outras cidades do Norte do Paraná.

O indicador THE mede o comprometimento das instituições de ensino superior com os ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) da Agenda 2030 da ONU (Organização das Nações Unidas). A UEL manteve sua posição na faixa 401–600 do THE e a colocação no cenário nacional, como mencionado acima, torna a universidade londrinense referência em sustentabilidade para todo o Brasil.

O grande destaque da edição de 2026 foi o desempenho de excelência da UEL frente aos competidores globais. A instituição superou a média mundial em nove dos ODS avaliados. Entre os destaques da edição estão os resultados obtidos nos ODS 4 (Educação de Qualidade) e 5 (Igualdade de Gênero), áreas nas quais a universidade já vem apresentando desempenho de excelência em edições anteriores.

A UEL também registrou crescimento expressivo no ODS 9 (Indústria, Inovação e Infraestrutura), impulsionado pelo aumento de patentes, pela interação com o setor produtivo e pelo fortalecimento das empresas e startups originadas na universidade.

No entanto, o mesmo ranking que celebra também alerta. Embora a posição da universidade tenha permanecido estável, a redução da pontuação global revela que há desafios importantes pela frente.

A reitoria acerta ao reconhecer que parte das dificuldades não está necessariamente na ausência de ações, mas na necessidade de organizar melhor indicadores, sistematizar informações e tornar visíveis iniciativas que já produzem impacto na sociedade. Em tempos em que dados orientam políticas públicas, investimentos e cooperações internacionais, medir bem é uma tarefa essencial.

Obviamente, os rankings internacionais não podem ser tratados como um objetivo final. Eles são ferramentas de diagnóstico e quando utilizados com inteligência, ajudam a identificar fragilidades, orientar prioridades e impulsionar melhorias contínuas.

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