Recessão técnica na economia
O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), divulgado ontem, aponta para uma "recessão técnica" na economia brasileira. O indicador recuou 1,48% em junho sobre maio e fechou o segundo trimestre do ano com queda de 1,20%. No primeiro trimestre, o IBC-Br recuou 0,02% em relação aos três meses anteriores. Duas quedas consecutivas indicam para um cenário de retração.
O quadro atual é de muitas incertezas. Na economia, há dúvidas em muitas áreas e, ao longo do ano, a maioria dos indicadores são negativos. Os poucos resultados positivos não se sobrepõem ao conjunto dos outros fatores. Menos investimentos, produção industrial em queda, consumo menor, gastos públicos em alta. O pior é que não há perspectivas concretas de mudança. Pelo contrário. A soma de todos esses fatores aponta para um 2015 difícil, pressionado pela inflação, principalmente pelo reajuste das tarifas controladas.
Além disso, o clima é de total desconfiança entre o empresariado. O indicador apresenta-se ao menor nível desde o Plano Collor. Além disso, importante lembrar, que o Brasil vinha crescendo a índices bem modestos e, neste ano, haverá menos investimentos da iniciativa privada por conta desse clima de incertezas.
Em um ano de eleições presidenciais e a pouco tempo do pleito os candidatos precisam explicar melhor suas propostas para que a economia volte a crescer. Se houve avanços na questão social, é preciso também reduzir os enormes gargalos existentes na infraestrutura. A educação e a qualificação dos trabalhadores precisam melhorar.
Por isso, é importante que os brasileiros se envolvam mais com o clima eleitoral. Embora muitos estejam desiludidos com a política, será preciso estudar propostas e planos de governo, alianças e coligações, vida pregressa dos postulantes. Em um momento importante como este não se pode "lavar as mãos".





