Recessão e agenda positiva
A semana terminou com mais um importante indicador negativo: o resultado do Produto Interno Bruto (medida da produção de bens e serviços do País) confirmou que o País está em recessão. A queda foi de 1,9% no segundo trimestre na comparação com os três primeiros meses do ano e de 2,6% se for considerado o mesmo período do ano anterior. Com o resultado o valor total fica em R$ 1,428 trilhão. No acumulado do ano a queda é de 2,1% frente ao mesmo período do ano passado.
O problema é que houve queda nos investimentos feitos pelas empresas, dos gastos públicos e privados, do consumo das famílias que caiu devido ao aumento da inflação e do desemprego. Sem investimentos e com a crise de confiança que abala a população a retomada fica mais difícil. Ainda que a presidente Dilma Rousseff (PT) tenha feito uma "mea culpa" essa semana e admitiu que demorou a perceber a gravidade da crise, agora já é bastante tarde. O quadro já está consolidado e, portanto, o momento é de discutir medidas sérias que podem tirar o País mais rapidamente desse quadro de recessão.
É fato que a crise política, instalada entre o Palácio do Planalto e a Câmara dos Deputados, também não ajuda. Sem apoio popular, com as investigações da Operação Lava Jato em curso e com um presidente da Câmara que quer medir forças com o governo, a situação tende a se agravar.
No entanto, como já defendido neste espaço, é preciso iniciar articulações para que seja criada uma agenda positiva pró-desenvolvimento. A confiança do País deve ser retomada e, para isso, é preciso colocar em prática urgentemente medidas que visem reverter esse cenário. A população não pode continuar a ser a maior penalizada, arcando com todos os custos da crise. A redução dos gastos públicos é urgente e deveria ser cobrada mais efetivamente pela população.





