O anúncio de reajuste de 10% para a gasolina e de 2% para o óleo diesel, na refinaria, de certa forma já era esperado. O argumento é alinhar o valor dos derivados àqueles praticados no mercado internacional em uma perspectiva de médio e longo prazos, que aponta para um novo patamar de preços cobrados.
  Segundo a Petrobras, este aumento não irá chegar ao consumidor final. No entanto, há expectativa real de que o preço do combustível seja reajustado nas bombas até o final do ano.
  Na ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central foi divulgada a elevação da projeção de reajuste nos preços da gasolina. Está estimado um aumento de 6,7% no combustível, considerando a variação acumulada até setembro, ante um acréscimo de 4% estimado na reunião de agosto.
  De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o conjunto de preços formado por gasolina e gás de botijão representou 28,94% do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de setembro. Ainda há previsão de reajustes do conjunto dos preços administrados por contrato e monitorados para o acumulado do próximo ano.
  A projeção de reajuste passou de 4,4% para 4,5%. O índice considera, entre outros fatores, componentes sazonais, variações cambiais, inflação de preços livres e inflação medida pelo Índice Geral de Preços.
  No entanto, para evitar o repasse automático de preços, o Ministério da Fazenda reduziu as alíquotas da Cide sobre a gasolina e o óleo diesel, sob o argumento de amenizar flutuações dos preços internacionais do petróleo e garantir a manutenção da estabilidade dos preços dos combustíveis.
  O cenário internacional é de crise econômica. Já há expectativa real de aumento da inflação, um panorama em que não há favorecidos. Se o governo não consegue manter nem os preços que estão sob seu controle, o que dirá da flutuação livre dos custos dos outros produtos. É preciso austeridade para enfrentar e conseguir passar por este momento sem penalizar os consumidores.

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