Os consumidores de praticamente todo o País já sentem no bolso o reajuste dos preços dos combustíveis. No último domingo foi publicado decreto presidencial no "Diário Oficial da União" em que eleva tributação sobre a gasolina e o óleo diesel a partir de reajuste nas alíquotas do PIS e da Cofins. Segundo a Receita Federal, o impacto no litro dos combustíveis seria de R$ 0,22 para a gasolina e R$ 0,15 para o diesel.
No entanto, alguns postos de combustíveis de Londrina praticaram um reajuste maior. Enquanto na semana passada o preço médio do litro da gasolina praticado em Londrina era de R$ 2,92, um dos valores mais baixos encontrados ontem pela reportagem da FOLHA foi de R$ 2,96; no entanto também foi verificado preço de R$ 3,49 o litro. O problema dessa movimentação de preços é que os aumentos são praticados em uma velocidade muito maior do que as quedas, quando há isenção de tributação por exemplo. Na maioria dos casos os consumidores é que acabam no prejuízo.
É importante que tanto população como autoridades fiquem atentos a essas mudanças de preços. Denunciar abusos, cobrar o cumprimento da legislação, pesquisar preços e procurar empresas idôneas são de fundamental importância para que o setor seja moralizado. Em Londrina, particulamente, o segmento sempre foi muito problemático. Apesar das inúmeras prisões de empresários e as constantes denúncias do Ministério Público ocorridas há alguns anos, a sensação entre os londrinenses é que houveram poucos avanços na questão.
Outro ponto importante de âmbito nacional é que, apesar do aumento da tributação, o governo usará o preço da gasolina para conter uma alta maior da inflação. Ontem, reunião entre representantes do governo federal e do setor produtivo do etanol discutiu o aumento da mistura de álcool à gasolina de 25% para 27%. Este índice deverá ser ratificado hoje pela presidente Dilma Rousseff (PT). No entanto, além de conter uma escalada de preços e ajudar as usinas de álcool a atravessar uma crise, como foi anunciado, esse aumento no índice da mistura deve ser questionado. Também nesse caso, é a melhor solução para os proprietários de veículos? Talvez já tenha passado a hora de os brasileiros participarem mais ativamente da vida pública do País.

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