Reaberto o balcão de negócios
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sexta-feira, 01 de maio de 2020
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Reaberto o balcão de negócios
Eleito com um forte discurso anticorrupção, Bolsonaro começa a fazer ruir o grande pilar de moralização da política brasileira. Numa só tacada ele feriu de morte a Lava Jato e se uniu aos maiores corruptos da Câmara Federal. Preocupado com a governabilidade que deixou escapar nesses primeiros 16 meses de mandato, por tentar impor de forma tosca uma liderança que nunca existiu, ele dá uma guinada brusca na direção da velha política do balcão de negócios, simbolizado pelo toma lá dá cá. Achou que iria ter o mesmo sucesso, governando com a base principal da sua vitória nas urnas, as redes sociais, mas desta vez não deu certo, porque esse canal está muito banalizado pelas fakenews. Agora, deu de ombros à necessidade de assumir o comando das ações de combate à grave pandemia que nos assola, para fabricar a maior e mais profunda crise na cúpula do governo. Enquanto os brasileiros choram, vendo seus entes queridos sendo enterrados em covas coletivas, Bolsonaro fica alheio à essa dor e enfraquece a Lava Jato de forma fulminante, além de buscar socorro na parte mais podre do Congresso para salvar seu mandato. É muito preocupante!
Ludinei Picelli (administrador de empresas) - Londrina
Adivinhação e Fofocas
O jornalismo se transformou em adivinhação e fofocas. O se vê são profissionais tentando adivinhar, por exemplo, o que o vice presidente, numa coletiva do presidente, disse com seus gestos corporais. Adivinham conversas em secreto, sem fonte. Charges diárias do Presidente, como se ele detivesse exclusividade. Presidentes da Câmara, Senado, STF, ministros, governadores e outras raposas são “esquecidas”. Má fé e tendenciosidade. Manchetes rasteiras e pobres, sempre atacando o mesmo alvo, numa nítida estratégia de desgastá-lo. Quão pobre se tornou esse ofício, horrorizando, por certo, os mais antigos com essa “linha editorial”. O jornalismo se apequenou, pois utiliza só uma estratégia: a repetição e ataques diários “muito baixos”, esquecendo-se de exercer o papel que lhe cabe, notadamente, nestes tempos de pandemia e morte. Jornalistas e políticos se diferem, uns dos outros, pelo branco dos olhos. Isso não é jornalismo, é fofoca, adivinhação e má fé.
Antonio Valeriano Lopes (auditor) - Londrina


