Divulgados os números da violência no Paraná, fica confirmada a necessidade do lançamento do Plano Plurianual, apresentado nessa semana pelo governo estadual. Até 2015, a administração pretende investir cerca de R$ 2 bilhões para intensificar a segurança pública com o objetivo específico de reduzir em 27% o número de homicídios dolosos (praticados com intenção de matar). A iniciativa do governo é bastante positiva e transparece ao menos uma boa vontade para resolver o problema.
Em se tratando de vidas qualquer redução efetiva do número de homicídios já é uma boa notícia. Outro fator que deve ser considerado é que as ações também devem provocar um efeito positivo na sensação de insegurança sentida pela população. Na medida em que forem implantadas as estratégias, como aumento do efetivo policial, instalação de unidades militares e de bombeiros, novos módulos, mais viaturas, sistemas de monitoramento, entre outros, a tendência natural será da redução da criminalidade.
O aumento da violência no Estado, como aponta pesquisa divulgada ontem pelo Instituto Sangari - Ciência e Tecnologia com Criatividade, é injustificável. Ao menos em tese o Paraná é considerado desenvolvido, com renda média per capita bem acima de outros Estados. Se a renda da população é alta, a taxa de emprego está em níveis satisfatórios e o nível de educação é relativamente bom, como o número de homicídios pode dobrar em apenas dez anos? Vale acrescentar que no mesmo período a população aumentou apenas 7,3%. No ano 2000, a cada grupo de 100 mil habitantes, 18,5 pessoas eram assassinadas. No ano passado, essa média saltou para 34,4 mortes para cada 100 mil pessoas.
Além disso, Curitiba é a sexta capital mais violenta do Brasil e, proporcionalmente, Campina Grande do Sul (Região Metropolitana de Curitiba) é o segundo município mais violento do País. Na média, 130 pessoas foram assassinadas para cada grupo de 100 mil habitantes. Piraquara ocupa a 19 posição no ranking nacional e Almirante Tamandaré, 38 O Paraná ainda lidera a lista de homicídios entre os Estados da Região Sul do País. Os números mostram que o Estado está em uma situação bastante desconfortável e que é preciso muito trabalho para melhorar essa realidade.

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