São Paulo A Argentina deixou ontem um pouco de lado a crise para celebrar o renascimento de um dos mais populares clubes de futebol do país. O Racing, depois de 35 anos, é campeão argentino. O time de Avellaneda (Grande Buenos Aires) empatou com o Vélez Sarsfield por 1 a 1 no estádio José Amalfitani e ganhou o Apertura, torneio nacional disputado no segundo semestre.

Com o resultado, o Racing somou 42 pontos na competição, um a mais do que o River Plate, que goleou ontem o Rosario por 6 a 1. Foi o sétimo título nacional do Racing na era profissional do futebol argentino. Desde 1966, a tradicional equipe não vencia a principal competição do país nesse período, conseguiu ser campeão apenas da Supercopa de 1988.

Por questão de segurança, os torcedores foram impedidos de comemorar o título no Obelisco, local em que normalmente acontecem celebrações na Argentina. Antes da partida, houve confronto entre torcedores do Racing e policiais no estádio do Vélez.

O gol do título foi marcado por Loeschbor, de cabeça, aos 9 minutos do segundo tempo. O empate do Vélez saiu quando faltavam 13 minutos para o final, com Chirumbolo. Uma vitória do River e uma derrota do Racing levaria a decisão do campeonato para domingo. Os times fariam um confronto final com o River como favorito.

Um dos principais responsáveis pelo fim da ''fila'' do Racing é o técnico Reinaldo Merlo, que deu confiança a alguns jogadores rejeitados em outras equipes, como o volante Gustavo Schelotto, irmão gêmeo do atacante Guillermo Schelotto, do Boca Juniors o volante foi rejeitado no Boca.

Apesar do título conquistado pelo Racing, o time não vai representar a Argentina em competições oficiais internacionais em 2002. Cinco clubes argentinos jogarão a Libertadores do ano que vem: Boca Juniors, River Plate, Vélez Sarsfield, San Lorenzo e Talleres. Com o título do Apertura, o Racing só jogará o nobre torneio sul-americano em 2003.

A Copa Mercosul, torneio que acontecia sempre no segundo semestre, não será mais disputada. Assim, o Racing tem adiado seu plano de voltar com destaque ao cenário internacional. A esperança é receber convite para jogar em 2002 a Copa Pan-Americana, torneio com times da Concacaf que ainda não foi confirmado.

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