Questões para 2015
2014 foi um ano ímpar, se analisarmos os acontecimentos incomuns que rechearam esses últimos 12 meses. O ano da Copa no Brasil será lembrado muito mais por um episódio ainda difícil de digerir, os sete gols da Alemanha contra a seleção canarinho. Sem contar que o comércio e a indústria fecharam dezembro creditando ao maior campeonato mundial de futebol os seus resultados pouco positivos.
Todo mundo imaginava que o ano da Copa e das eleições para presidente seria atípico, mas quem poderia imaginar um resultado tão apertado no segundo turno para presidente? Um sinal claro de que o PT da presidente reeleita Dilma Rousseff precisa se reencontrar. Não só o PT, mas outros grandes partidos que podem estar envolvidos na Operação Lava Jato também necessitam, urgente, de uma reavaliação em busca da ética.
Lembrando que a Lava Jato (outro grande acontecimento de 2014), operação deflagrada em março, ainda deve revelar muitos fatos importantes para 2015. Na sua sétima fase, a operação iniciada pela Polícia Federal apura um grande esquema de desvio de dinheiro público envolvendo a Petrobras, grandes empreiteiras brasileiras e políticos. No centro da Lava Jato, um londrinense, o doleiro Alberto Youssef.
O ano que terminou quarta-feira foi marcado pelo avanço do vírus Ebola, que matou mais de sete mil pessoas na África. Foi marcado ainda por conflitos internacionais, como os bombardeios entre Palestina e Israel, os ânimos exaltados na Síria, Rússia, Ucrânia, as ameaças partindo da Coreia do Norte e do Estado Islâmico. Mas, por outro lado, nos últimos dias a retomada das relações diplomáticas entre Estados Unidos e Cuba surpreendeu e levantou uma questão: o que acontecerá com Cuba? Uma pergunta para começar a ser respondida em 2015.
No âmbito nacional, há outras questões esperando que 2015 traga respostas. Um ano que se mostra difícil vai exigir um grande esforço do brasileiro. O cidadão começa janeiro com um novo salário mínimo, que ficou abaixo do esperado, e pelo endurecimento, por parte do governo, das regras que estabelecem os benefícios trabalhistas. É preciso ser otimista para vencer os próximos desafios e, certamente, o povo fará a parte dele. Mas é importante a contrapartida dos governantes, controlando os gastos públicos, inovando e melhorando a forma de administrar o País, os estados e os municípios, além de combater seriamente a corrupção.





