Conforme o diretor-geral da Secretaria da Saúde do Paraná, Ângelo Tesser, a diferença nos valores efetivamente aplicados no setor é uma questão de interpretação da lei.
‘‘Eu acho que é uma questão de interpretação entre as partes. Veja o seguinte: quem é que pode assegurar que tratamento de água não quer dizer mais sa© úde? Lembre o caso de Santa Isabel do Ivaí, na questão do surto de toxoplasmose. Como querem questionar os investimentos nessa área, por exemplo?’’, argumenta Tesser.
‘‘Como não existe na lei uma definição clara do que é gasto em saúde e o que não é, essa polêmica vai continuar. Há quem interprete que esse percentual tem que ser gasto em vacina, etc., e há quem ache que esse percentual tem que ser aplicado além disso em outras coisas, como em saneamento. Enquanto não regulamentar isso, esse embate vai continuar. Assim como possam ter possíveis distorções (na prestação de contas da Secretaria da Fazenda) podem ter distorções de interpretações’’, complementa.
Questionado sobre a destinação de R$ 756 mil, em 2001, dos recursos da saúde para a distribuição de cestas básicas da Secretaria de Estado da Criança, Tesser foi evasivo quanto a regularidade do repasse. ‘‘A minha opinião pessoal, enquanto cidadão, é a de que distribuir comida é distribuir saúde. A opinião do governo não sei’’.
A Emenda Constitucional 29 preconiza que neste ano, 9% da receita vinculável do Estado seja destinado para a saúde, o que segundo o levantamento de Sílvio Fernandes, representaria R$ 452 milhões. ‘‘A nossa previsão é que vamos chegar muito perto disso’’, garante Tesser.

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