Corre-se o risco de arrastar um problema por tempo imprevisto caso mais uma concessão seja feita pelo poder público aos camelôs de Londrina. Agora um grupo deles, comandado pela entidade que os congrega, quer adiar para depois do Natal, no final de dezembro, a transferência para o novo espaço localizado na esquina das ruas Sergipe e Mato Grosso, no centro da cidade.
A data prevista pela Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização para a mudança é o 10 de dezembro próximo, cuja definição foi acertada depois de muita polêmica e uma queda de braço que parecia não ter fim. Finalmente chegou-se a um consenso e o acordo foi fechado. Portanto, a não ser que imprevistos atrapalhem o andamento das obras, o coerente é que tanto uma quanto outra das partes envolvidas cumpra com o que foi acordado.
O argumento usado pelo grupo que quer adiar a mudança só terá fundamento se realmente o poder público não estiver em condição de concluir as obras do novo espaço em tempo hábil. Mas, de acordo com o órgão municipal, não é isso o que acontece, prevendo-se conclusão até o dia 20 deste mês. A outra justificativa para o adiamento seria, de acordo com a entidade que representa os camelôs, a possibilidade de queda nas vendas com a mudança justamente num período propício para o comércio, por causa das festas de final de ano.
E esta seria uma previsão pessimista. A mudança de local para alguns metros adiante do terminal central de transporte coletivo não afetará as vendas desses trabalhadores, desde que eles ofertem variados produtos por preços atraentes.
Mudar as regras do jogo agora, portanto, não é de bom senso.
Walter Ogama

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