O álcool é incompatível com o volante, por isso é necessário que haja mecanismos que impeçam os graves acidentes de trânsito motivados pela bebida. Se a lei ora implantada é rigorosa e até inconstitucional em alguns pontos, segundo a Ordem dos Advogados do Brasil, que os ajustes sejam feitos e, com o respaldo de uma norma rígida e punidora, se inicie uma vigorosa campanha de motivação para a tomada de responsabilidade dos que dirigem. O veículo automotor trouxe conforto mas também muitos ônus, o mais sério deles prevenir contra acidentes.
  A lei não proíbe a bebida, embora o uso genérico de ‘‘lei seca’’, mas sim assumir alcoolizado o comando de um automóvel, caminhão e motocicleta. Se a lei não é específica, é oportuno lembrar que também não pode ingerir bebida alcoólica quem for pilotar uma aeronave. Uma prática adotada em muitos países, especialmente no Japão, é que se o casal ou um grupo vai a um evento onde haja consumo de bebida, um deles não bebe para levar os demais de retorno para casa. É um sistema que funciona porque os próprios cidadãos decidem que assim deve ser e porque as penalidades são pesadas. E não apenas por essa razão mas porque isto já se converteu num prudente costume. Hábitos civilizados sempre são antecedidos de movimentos de conscientização, que no Brasil não ocorrem com a intensidade devida em quase tudo. Hoje homens e mulheres dirigem, por isso esse modelo de um dos parceiros preservar-se de beber - num bar, num restaurante ou numa festa - resultou eficaz onde foi adotado, sem lamentações e sem acidentes causados pela bebedeira. Se o motorista, pela ausência de companhia para ser o condutor extra, vai dirigir sozinho, então que não beba ou use um táxi. A nova lei no Brasil já entrou em vigor e agora é encontrar não fórmulas de burlá-la mas de obedecê-la e valer-se de soluções adequadas, como esta, por exemplo, que os japoneses adotaram.
  Óbvio que a restrição de alguém ficar sem beber, sobretudo numa festa, pode criar baixo humor de quem tem de abster-se, mas é preciso inocular na mente de cada cidadão que dirigir alcoolizado é muito perigoso, assim como o uso de telefone celular ao volante. Ou o homem se harmoniza com as coisas da modernidade ou não faça uso delas.
  Novos hábitos precisam ser adotados porque, mesmo que a fiscalização não seja eficiente, deve prevalecer a responsabilidade individual. Portanto, o motorista é o seu próprio fiscal. Se leis duras precisam ser adotadas é porque o ser humano não evita, pela própria consciência, certos atos civilizados.

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