''Quem vai a primeira vez, volta, nunca pára''
''Na verdade, pra falar bem a verdade, você sabe a verdade qual é. Uma mulher quando faz isso (se prostitui) ela nunca mais é a mesma mulher, porque qualquer dificuldade que a mulher passa, ela não é capaz de superar, ela vai lá fazer programa. Se você passa dificuldade você diz: 'Acho que vou lá na praça fazer programa!' Se precisa de um dinheiro meu não tem, eu não tenho, eu vou lá na praça. Quem vai a primeira vez, volta, nunca pára!''
''Não escolho (roupas). Acredito mais em mim do que na roupa. Visto a roupa, penteio o cabelo. Eu gosto muito é de roupa limpa. Roupa limpa, eu limpa. Cabelo limpo, bem lavado, só isso que eu gosto mais. Ficar escolhendo roupa, não tenho disso não. Eu gosto da cor branca, da cor preta. Eu tando (sic) bem ajeitadinha, tá bom''.
''Só que eu gosto mais do pessoal velho, pessoal de idade. Porque os novo é muito... ruim ficar no quarto com eles... Ah, sei lá! eles aproveita muito da gente, pessoas novas... Agora os velho não''.
''A gente começa a sair muito com moleque, quando é amanhã, vou tá (sic) com corrimento e não sabe de quem você pegou, né? Você pega uma gonorréia, você não sabe de quem pegou né?... Com os velhos isso não tem. Ele se cuida mais. Todos são casados. Todos tem sua mulher em casa...''.
''Se eu tivesse nascido homem talvez eu tivesse uma profissão, né? Se eu tivesse nascido homem talvez tivesse um serviço''.
Os depoimentos foram colhidos pela antropóloga em sua maioria em conversas ''informais''.





