Queda no número de acidentes nas estradas do PR durante o Carnaval
O motorista que sabe que será fiscalizado tende a agir com maior responsabilidade
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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026
O motorista que sabe que será fiscalizado tende a agir com maior responsabilidade
Folha de Londrina 
A redução dos índices de violência nas rodovias estaduais do Paraná durante o Carnaval de 2026 oferece um dado alentador em meio a um histórico nacional de tragédias no trânsito. Houve queda de quase 15% no número de sinistros, redução de 28% no total de feridos e, sobretudo, a diminuição de 47% nos óbitos revelam que não se trata de mera estatística, mas de vidas poupadas.
O número menor de autuações gerais e, especialmente, a redução das infrações relacionadas à embriaguez ao volante indicam que as campanhas educativas e as abordagens ostensivas — como a realização de mais de três mil testes de etilômetro — vêm surtindo efeito. A fiscalização não deve ser vista como instrumento punitivo isolado, mas como ferramenta pedagógica e preventiva. O motorista que sabe que será fiscalizado tende a agir com maior responsabilidade.
O exemplo do Litoral paranaense reforça essa tese. Em uma região que recebe intenso fluxo turístico durante o feriado, a queda nos sinistros e a manutenção de zero óbitos pelo segundo ano consecutivo evidenciam que planejamento estratégico, monitoramento e presença policial constante salvam vidas mesmo em contextos de alta circulação de pessoas.
As ações nas rodovias estaduais durante o Carnaval 2026 aconteceram entre os dias 13 e 18 de fevereiro, com foco na prevenção de acidentes e na preservação de vidas. A atuação integrada foi feita com reforço do efetivo e uso de tecnologia.
Mas, entre os vários dados positivos do balanço do movimento nas estradas estaduais, os números revelam um ponto de alerta que não pode ser ignorado: o aumento de 23,5% nas infrações por não utilização do cinto de segurança e de dispositivos de retenção infantil.
Trata-se de um retrocesso preocupante. O cinto é um dos equipamentos mais simples e eficazes na redução da gravidade de lesões e mortes. O crescimento dessas autuações sinaliza que parte da população ainda negligencia medidas básicas de proteção.
Esse dado exige reflexão e ação. Se, por um lado, a fiscalização repressiva mostra resultados positivos no combate à embriaguez e ao excesso de velocidade, por outro, é fundamental ampliar campanhas educativas voltadas à cultura da prevenção. Segurança no trânsito não se resume à ausência de infração; trata-se de responsabilidade compartilhada entre poder público e sociedade.
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