Queda no índice de desenvolvimento humano
Mais importante do que crescimento populacional é o índice de desenvolvimento humano apresentado pelas cidades. Não deve preocupar a informação do IBGE, publicada terça-feira neste jornal, mostrando que Londrina teve, no decorrer deste ano, um aumento de população inferior aos muncípios paranaenses com mais de 250 mil habitantes. Mas preocupa a revelação, da agência local daquele órgão, que o IDH, sigla de Índice de Desenvolvimento Urbano, perdeu qualidade. O fato de a cidade diminuir o avanço populacional pode tirar-lhe a hegemonia de 3 maior cidade do sul do País e ver o troféu transferido para Joinville, em Santa Catarina. Mas se a classificação atual de Londrina como 3 cidade é relevante, a qualidade de vida do povo interessa mais. No ranking do IDH, Londrina já é a quarta na relação com a cidade catarinense, porque Joinville ganhou pontos nesse item, como, no geral, o vizinho Estado figura entre os de alto padrão de vida no cotejo com as demais unidades da Federação. Melhoria de qualidade no nível de bem-estar, oferecido por uma cidade, logo ganha notoriedade e passa a atrair pessoas. Nessa corrida, Londrina perde para Curitiba, Maringá, Cascavel, Ponta Grossa e Foz do Iguaçu. Os elevados índices de violência e a alarmante taxa de criminalidade registrada em Londrina, nos últimos anos, devem ser outros fatores de amedrontamento. Esses fatos não foram ignorados, por este Jornal, ao publicar no último dia 10 data do 70º aniversário do município uma edição especial para exaltar os grandes pontos positivos da cidade, apesar desses números pouco lisonjeiros. O fato precisa receber atenção especial da administração municipal e dos vereadores, porque questões de qualidade de vida têm muito a ver com serviços públicos. Londrina tem passado, em anos recentes, por alguns revezes que não apenas a queda do IDH. Seu principal time de futebol caiu, como nunca acontecera antes, para a 3 divisão nacional, o time de basquete perdeu brilho e tirou o entusiasmo da torcida, o Hospital Universitário perdeu pontos de classificação como hospital-escola, um hipermercado que quis se instalar na cidade enfrentou obstáculos alheios à sua vontade e ainda não superados fato sem antecedentes na história da cidade e a violência urbana já parece fora de controle. Certamente que Londrina tem fôlego para reverter esta situação, mas os fatos precisam receber atenção especial da administração pública logo que se iniciem os novos mandatos de prefeito e vereadores. Há que recuperar o que foi perdido, de forma a restituir a Londrina por natureza rica e atraente seus rankings tradicionais, porque o que houve foi desatenção e descuido.





