Quatro asilos dão atendimento a cerca de 270 idosos carentes
Há quatro asilos na cidade, mantidos por sociedades beneficentes e pelas doações da comunidade. Neles, cerca de 270 idosos e idosas carentes encontram seu último refúgio, sendo cuidados por profissionais dedicados e voluntários de todas as áreas, que dividem com eles um pouco de seu tempo e muito de sua boa vontade.
As histórias ali não são novas, nem originais e invariavelmente estão pontuadas por intensa melancolia.
Como conta Sebastiana Vieira, auxiliar de enfermagem do ''Lar das Vovozinhas'', asilo mantido pela Sociedade Espírita de Promoção Social e que abriga, atualmente, 32 'vovós', ''as idosas chegam aqui ainda ativas, mas se revoltam com o abandono e passam de um a dois meses muito rebeldes.
Quando percebem que nada vai mudar, que têm de continuar onde estão, aceitam o fato, mas entram em depressão''.
Levadas até o asilo pelos familiares, que sempre têm muitos argumentos para justificar a impossibilidade de mantê-las em casa, as velhinhas vão, aos poucos, deixando de se interessar pelo mundo à sua volta e seus olhares perdem-se em um horizonte estéril, onde o sol não nasce e nem se põe.
Além de abandono, o idoso está sujeito a maus tratos. ''Em geral revela Maria Ângela Santini, Secretária Municipal do Idoso o grande agressor é o próprio familiar''.
A equipe da Secretaria investiga todos os casos denunciados e encaminha o processo, quando necessário, para o Ministério Público, ou se a gravidade do caso assim o exigir, aciona a polícia.
''Infelizmente comenta Maria Ângela recebemos cerca de 10 denúncias de maus tratos ao idoso por semana''.





