Quando o dinheiro brota nas paredes
A arrecadação federal, de tão grande, é de valoração incalculável, disse recentemente um dirigente contabilista. Você enxerga os números mas não tem ideia do que eles representam. Um ex-auditor da prefeitura de Londrina, usou a linguagem figurada para dizer que há três formas de uma receita ser comparável a uma ''chuva de dinheiro''. 1) A arrecadação de impostos propriamente dita nas esferas, municipal, estadual e federal, 2) O prêmio semanal da mega-sena, para quem acerta sozinho todas as vezes, 3) O transporte coletivo que vai recolhendo pelas ruas da cidade. Mas a arrecadação que lidera absoluta é a federal.
Quando se trata de arrecadar impostos, verdadeiramente o dinheiro brota nas paredes, definiu o técnico, que ficou pouco tempo cargo porque começou a sanear uma série de irregularidades.
Os dois técnicos tinham razão. Ontem foi possível ver que, mesmo em queda, o que se fatura em impostos é algo admirável. A arrecadação federal registrou queda real de 27,25% em fevereiro em relação a janeiro e fechou o mês em R$ 53,54 bilhões. Apesar da redução em relação ao mês anterior, o resultado é o melhor da série para meses de fevereiro, de acordo com dados da Receita Federal.
Na comparação com fevereiro de 2009, quando o recolhimento de tributos estava em queda por conta da crise financeira, houve aumento de 13,23%. No ano, há um crescimento de 13,46% na arrecadação em relação ao mesmo bimestre do ano passado, acumulando R$ 127,13 bilhões.
Frente a fevereiro de 2009, houve crescimento no recolhimento do IPI, graças à alteração da tabela do imposto sobre automóveis, que no ano passado foi reduzido pelo governo para estimular o consumo de carros no período de crise. O crescimento do IPI sobre automóveis foi de 551,95%, passando de R$ 37 milhões para R$ 241 milhões. No IPI total houve aumento de 16,27%.
A Receita atribuiu ainda o melhor desempenho neste ano à melhoria na produção industrial em janeiro em relação ao mesmo mês do ano passado, registrando crescimento de 16%, e no aumento de 10,3$ no volume de vendas, o que levou a maior arrecadação de tributos. Houve aumento ainda de 23,75% no recolhimento do IOF de 27,96% no Cofins e 16,34% no PIS/Pasep.





