O crack já tem substituto à sua altura, tanto no que se refere ao poder de viciar quanto na rapidez com que mata os usuários. Trata-se do oxi, abreviação para oxidado. A droga é uma mistura de cocaína; querosene, gasolina, diesel ou solução de bateria; cal; e permanganato de potássio; e, assim como seu ''irmão'' mais velho, é entregue ao ''consumidor'' em formato de pedra e fumado em cachimbo.

A nova droga chegou ao País pelo Acre, vinda do Peru e da Bolívia, e logo se espalhou por outros Estados do Norte. Mas também já seria encontrada em regiões do Nordeste, Centro-Oeste, além de São Paulo e do Distrito Federal, sem que a informação seja confirmada pelas autoridades. Não há registros de que o entorpecente tenha aportado no Paraná, mas é só uma questão de tempo.

Tem se tornado muito popular devido ao seu preço: na cracolândia, em São Paulo, por exemplo, enquanto a pedra de crack é vendida a R$ 10, a de oxi chega a ser comercializada a R$ 2. Isso não quer dizer que os usuários consigam diferenciar uma da outra.

Pesquisa feita pelas autoridades acreanas mostra que a droga tem potencial de matar em um ano. Usuários passam dias sem comer e sem beber e apresentam alto grau de agressividade. A face mais dura dessa tragédia urbana é que crianças já estão entre os consumidores, principalmente nos estados nortistas. O alerta foi feito em reportagem do jornal O Globo.

O Estado de Direito está perdendo a guerra contra as drogas. A falta de políticas eficazes de enfrentamento e de tratamento só fortalece o comércio ilegal. Famílias se desfazem diante da impotência e da falta de apoio governamental. E os efeitos dessa derrota institucional são sentidos no dia a dia, com o aumento da criminalidade para alimentar o vício.

Enquanto isso, os ''empresários'' do crime lançam novos produtos para manter acessa a fissura do consumidor.

É hora de deixar o discurso de lado e efetivamente enfrentar o problema de frente. Antes que seja muito tarde.

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