Quem costuma gastar mais do que ganha deve se preparar para um futuro bem difícil. Segundo análise do Banco Central (BC), os juros tanto do cheque especial quanto do cartão de crédito, duas das modalidades mais caras do mercado, voltaram a subir em abril de 2015. O aumento dessas taxas já nem é mais novidade. Mas se antigamente o grande vilão era o cheque especial, agora o cartão de crédito tomou a dianteira, de acordo com o BC. Isso porque os juros cobrados pelos bancos nos cartões tiveram um forte aumento.
Hoje, o principal "estrago" no bolso dos devedores vem do cartão de crédito rotativo. São as taxas que incidem quando os clientes não pagam a totalidade de sua fatura. Todo mudo conhece ou já ouviu falar de alguém nessa situação. As taxas atingiram 347,5% ao ano em abril, se tornando a mais alta de todas as modalidades de crédito. Analistas disseram que o índice de abril é maior desde o início da série histórica, em março de 2011. Economistas e consultores reforçaram que esse tipo de "socorro" só deve ser utilizado em momentos de extrema necessidade e por um período curto.
No final do ano passado, o jornal norte-americano "The New York Times" disse que os juros praticados em algumas linhas de crédito no Brasil "fariam um agiota americano sentir vergonha". Óbvio que a reportagem citava como exemplo os cartões de crédito.
Há muita gente endividada procurando limpar o nome na praça. Tanto que o Procon do Paraná realiza até este domingo o Primeiro Mutirão On-Line de Renegociação de Dívidas. A iniciativa permite que as pessoas possam negociar suas contas com os credores pela internet pela plataforma consumidor.gov.br. Até o início desta semana, 2,7 mil pessoas já haviam procurado pelo serviço e a expectativa do órgão de defesa do consumidor é que até domingo quatro 4 pessoas regularizem a situação com 45 bancos e instituições financeiras participantes.
Como não poderia deixar de ser, dívidas com cartões de créditos são as principais queixas apresentadas pelos paranaenses que acessaram o site. Para quem está indeciso, os especialistas dão um empurrãozinho lembrando que nessa época de crise, os credores estão bem abertos a negociações.

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