Qualificação da mão de obra e gargalos
A retomada do crescimento econômico é necessidade premente e, sem dúvida, passa pela qualificação da mão de obra. Recente pesquisa divulgada pela Confederação Nacional da Indústria escancara o problema: os trabalhadores brasileiros perdem em produtividade para vários outros do mundo. Em dez anos, a melhora na produtividade cresceu apenas 6%, enquanto na Coreia do Sul, o índice obtido foi de 67%. O desempenho é reflexo direto da falta de capacitação profissional.
A raiz do problema ocorre na educação básica falha, em que crianças e jovens frequentam os bancos escolares, mas não conseguem entender o que leem ou resolver operações simples de matemática. Chegam ao mercado de trabalho despreparados, o que encarece demasiado o custo da empresa. Sem treinamento adequado, o trabalhador não consegue sequer operar novas tecnologias.
O setor produtivo entende a necessidade e tem investido na formação do trabalhador. A intenção é qualificar mão de obra de acordo com as vocações econômicas regionais. A proposta é investir para superar mais um gargalo do País, papel que deveria ser do poder público, e evitar que as empresas instaladas no Paraná percam receita, que consigam desenvolver seus produtos de forma competitiva com o restante do mundo.
O assunto, de extrema relevância à economia nacional, será o tema da 3ª Edição do EncontrosFolha. O evento ocorre no próximo dia 25 e tem por objetivo incentivar o desenvolvimento do interior do Estado. Um dado bastante relevante é que na Região Norte apesar de ser considerado um polo educacional apenas 19% dos trabalhadores têm formação superior. É um índice muito baixo, menor do que a média estadual.
É preciso discutir o assunto a fundo, de modo a entender as necessidades do setor produtivo e cobrar das autoridades investimentos que melhorem esse cenário.





