Qualidade das rodovias
Não é surpresa para nenhum motorista que trafega pelas rodovias estaduais que a qualidade das pistas é deficiente. Pesquisa da Confederação Nacional dos Transportes apontou que as estradas estão em pior estado de conservação do que há um ano. Em 2011, 61,9% da quantidade de quilômetros foram avaliados como ''satisfatórios'' (ótimos e bons); neste ano o índice caiu para 47,9%. Já os trechos considerados deficientes (regulares, ruins e péssimos) subiram de 38,1% para 52,1% no levantamento.
Ao todo foram percorridos 5.643 quilômetros de rodovias federais, estaduais, públicas e concessionadas que cruzam o Estado. Se comparados com os dados do levantamento anterior, houve piora na qualidade das estradas nacionais. No ano passado, 57,4% foram classificadas como regulares, ruins ou péssimas, contra 62,7% este ano. Foram avaliadas as condições das rodovias brasileiras pavimentadas segundo aspectos perceptíveis aos usuários, identificando as condições das vias - em relação ao pavimento, à sinalização e à geometria da via - que afetam o conforto e a segurança. Um dos pontos positivos é que desde o início do levantamento, que começou a ser feito em 1995, houve aumento da extensão de rodovias pavimentadas. Naquele ano foram 15.710 quilômetros contra 95.707 quilômetros registrados neste ano.
O resultado da pesquisa mostra, portanto, que praticamente não foram feitos investimentos importantes em obras de melhorias nas rodovias de todo o País. Falta um programa de investimentos, um orçamento específico destinado a esse fim que, aliás, é de extrema relevância para todos os brasileiros. Diariamente acontecem acidentes nas estradas que acarretam em vítimas fatais e grande quantidade de feridos. A maioria das ocorrências ocorre por falha humana, seja por excesso de velocidade, imprudência ao volante, embriaguez, entre outras causas. No entanto, se as rodovias estivessem em melhor estado de conservação e com sinalização adequada será que os números seriam tão altos? É importante que a população cobre do Estado a destinação do orçamento e a execução das obras. Do contrário, os índices cairão anualmente e pessoas continuarão morrendo nas rodovias.





