Qualidade da telefonia móvel
Depois de 11 dias, as operadoras de telefonia móvel Claro, Oi e Tim puderam retomar a venda de chips que havia sido suspensa pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). A medida foi tomada pela agência na tentativa de melhorar o serviço prestado, uma vez que as operadoras lideram o ranking de reclamações nos órgãos de defesa do consumidor. Naquele período em que as vendas foram proibidas as empresas tiveram que apresentar um plano de investimentos e de melhorias na rede. A previsão é que as três companhias invistam juntas cerca de R$ 20 bilhões até 2014 na melhoria da qualidade dos serviços de transmissão de voz e dados.
As operadoras agiram com celeridade na elaboração do plano de investimentos e, agora, é de se esperar que ajam da mesma forma na execução do projeto. A Anatel anunciou que fará revisões trimestrais em todas as operadoras do País e que analisará critérios como o número de reclamações na agência, de chamadas não completadas e de interrupção de ligações. A fiscalização tem que ser efetiva até para que os usuários não continuem sendo prejudicados, como vem ocorrendo. Os telefones celulares já estão incorporados ao dia a dia dos brasileiros. Dados da Anatel mostram que em junho eram cerca de 256,1 milhões de linhas móveis habilitadas contra uma população estimada em 190,7 milhões de pessoas, segundo a última estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A prestação de um serviço estratégico - e fundamental - para a vida da população exige qualidade. Embora a Anatel afirme que a proibição da venda dos chips tenha sido preventiva, a medida foi necessária porque forçou as operadoras a formalizar um projeto de investimentos. No entanto, é importante ressaltar que o plano trouxe ações que deveriam estar no planejamento das empresas ao longo dos últimos anos. Portanto, se as ações deveriam ter sido realizadas e não foram, a responsabilidade é da Anatel, a agência reguladora da prestação de serviço. Essa punição deve servir de aprendizado. A agência governamental tem que fiscalizar mais efetivamente a prestação do serviço, enquanto as operadoras devem estar comprometidas com a qualidade oferecida ao cliente.





