Qualidade da educação
O aumento do poder de compra da classe C sustentou o crescimento do Brasil nos últimos anos. Além de contribuir para o aquecimento da indústria automotiva, da construção civil e do varejo em geral, outro setor bastante beneficiado foi a educação. O fenômeno ocorreu mais fortemente no ensino superior, puxado também pelos incentivos governamentais. No entanto, a educação básica também recebeu um incremento.
Dados do Ministério da Educação mostram que o número de matrículas na rede pública de ensino (municipal, estadual e federal) caiu 15,5% entre 2004 e 2013; já as escolas privadas tiveram um aumento de alunos de 24% no mesmo período. Se o crescimento percentual cresceu mais do que o tamanho da população, os índices confirmam que os brasileiros estão preocupados em oferecer uma educação de qualidade aos seus filhos e consideram a formação como um fator importante para a ascensão social. Além disso, há a percepção de que o ensino público é ruim, o que nem sempre se confirma.
No entanto, além de estudar índices, é preciso discutir a qualidade da educação no Brasil. A exemplo da saúde e segurança pública, o governo não pode passar a transferir mais esse custo para a sociedade. Até porque a lógica indica que se a quantidade de alunos é reduzida, mas o orçamento destinado à educação aumenta como afirma a administração pública , a qualidade obrigatoriamente tem que melhorar. E a sociedade deve pressionar para isso. É importante que as pessoas tenham esse fator em mente. A preocupação com a qualidade deve ser cobrada também na rede pública.
Não adianta apenas que o Brasil mantenha as crianças matriculadas. É preciso garantir o aprendizado até para a redução efetiva do analfabetismo funcional, o que ocorre entre estudantes tanto da rede pública como da privada. O País precisa investir mais assertivamente na educação porque é o que vai sustentar o crescimento.





