Qualidade da educação
Os brasileiros - ou pouquíssimos deles - sabem falar inglês. A afirmação é comprovada pelo mais recente Índice de Proficiência em Inglês, calculado pela instituição de educação internacional Education First. O ranking aponta que neste ano os brasileiros ficaram na 46 posição entre os 54 países pesquisados, com nota 46,86, considerada muito baixa.
Entre os oito países sul-americanos pesquisados, o Brasil obteve desempenho superior apenas ao da Colômbia e atrás da Argentina, Uruguai, Peru, Chile, Venezuela e Equador. Outro fator extremamente negativo é que caiu a posição dos brasileiros no ranking. Há um ano o País era o 31º entre 44 países, com nota 47,27, o que já era considerada proficiência baixa.
O que deve ser discutido, no entanto, não é apenas o domínio da língua inglesa. Atualmente é de fundamental importância a fluência em um idioma estrangeiro porque credencia o candidato para o mercado profissional, além de proporcionar uma boa experiência pessoal. No entanto, como cobrar o ensino do inglês se grande parte dos alunos regularmente matriculados na rede de educação não consegue compreender o que lê em português e não sabe executar as operações básicas de matemática?
O que precisa ser planejado é uma melhora geral da qualidade da educação para que crianças e jovens aprendam ao menos as disciplinas básicas. É preciso que ocorram mudanças profundas na estrutura do ensino brasileiro, com modificações na grade curricular, capacitação e valorização dos professores e funcionários para que melhorem os índices gerais de aprendizagem. A realização do Enem, determinada pelo Ministério da Educação, e a avaliação dos cursos de graduação de instituições públicas e privadas já são alguns indicadores, mas têm faltado ações efetivas para que a educação de fato melhore.
O que toda essa análise faz refletir é que falta competitividade ao Brasil para o desenvolvimento econômico. Se a educação é falha, consequentemente a mão de obra também será. Fica a constatação, então, que o País não conseguirá o crescimento sustentável enquanto a educação não melhorar.





