Sigmund Freud, no fim da 1Guerra Mundial, no V Congresso de Psicanálise, em Budapeste, na Hungria, apresentou um texto denominado: ''Linhas de progresso na terapia psicanalítica'', dizendo que em algum momento a sociedade perceberia que os mais humildes têm direito a assistência à sua mente como a outras especialidades, e que as neuroses ameaçam a saúde pública tanto quanto outras doenças. Esses tratamentos à saúde mental, disse ainda, serão gratuitos. Ele pôde presumir, há 91 anos, que talvez passasse um longo tempo antes que o Estado compreendesse como são urgentes esses deveres.
Hoje estes não são menos urgentes, e, embora existam instituições e ONGs onde a saúde mental é cuidadosamente observada, ainda estamos longe de prestar a devida atenção conforme a população necessita. Atualmente, como em 1918, os menos favorecidos financeiramente também têm menos acesso à assistência adequada à saúde mental.

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