São Paulo - A posição do PSDB e do PMDB no governo de Luiz Inácio Lula da Silva será de oposição. O presidente nacional do PSDB, José Aníbal, que esteve reunido com Fernando Henrique Cardoso, no apartamento do presidente da República, no bairro de Higienópolis, em São Paulo, afirmou que o PSDB, apesar de oposição, ''não será um partido do contra, como foi o PT nos últimos oito anos de governo''. Em Belo Horizonte, o ex-coordenador da campanha de José Serra à Presidência, o ex-ministro Pimenta da Veiga, confirmou a frase de Aníbal e acrescentou que o PSDB continuará tendo ''alternativas extraordinárias'' no cenário político nacional, ainda que fique na oposição. ''O eleitorado decidiu pela colocação do PSDB na oposição. O partido nasceu na oposição e é uma legenda nova ainda, que já elegeu duas vezes o presidente da República com maioria absoluta'', disse.
O presidente nacional do PMDB, deputado Michel Temer (SP), disse que a vitória de Lula empurra o seu partido para a oposição e, provavelmente, para uma aliança com o PSDB que daria a esse bloco maioria na Câmara Federal. ''Faremos uma oposição responsável, de argumentos, e não uma oposição raivosa, de barulho'', adiantou Temer.
Ex-presidente da Câmara Federal, o deputado reeleito paulista enumerou três problemas básicos que, em sua avaliação, Lula terá de enfrentar já nos primeiros meses de administração - aumento do salário mínimo, reivindicações do funcionalismo público e manutenção dos contratos internacionais, um desafio para a política do PT.

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