Curitiba - O PSDB e o PFL do Paraná deram ontem um passo importante para formalizar aliança para as eleições de 6 de outubro. O presidente do diretório regional do PSDB, deputado federal Basílio Villani, convidou o PFL, representado pelo presidente do partido no Estado, o ex-governador João Elísio Ferraz de Campos, a indicar o candidato a vice-governador na chapa encabeçada pelo vice-prefeito de Curitiba, Beto Richa (PSDB). O encontro entre Villani e João Elísio foi na Assembléia Legislativa.
O convite dos tucanos cai como uma luva para os dirigentes pefelistas que, manipulados pelo governador Jaime Lerner (PFL) e sem nomes de densidade para indicar, não querem bancar uma candidatura própria, como a do deputado federal Rafael Greca ou a do ex-secretário de Desenvolvimento Urbano Lubomir Ficinski, ambos de olho na sucessão estadual. João Elísio pretende levar o convite tucano para a apreciação da executiva estadual do PFL durante uma reunião na próxima segunda-feira em Curitiba.
A proposta deve ser aprovada com folga. Na semana passada, os pefelistas homologaram a decisão de coligação com o PSDB. Naquela oportunidade, entretanto, os pefelistas não quiseram antecipar o aval a Beto Richa, com medo de Rafael Greca abrir uma crise dentro do PFL. Greca partiu para o ataque e fez severas críticas a Lerner e ao prefeito de Curitiba, Cassio Taniguchi (PFL), além de prometer inscrever-se, junto à Justiça Eleitoral, como pré-candidato ao governo na convenção do PFL em junho. Com o convite do PSDB formalizado, os pefelistas pró-coligação apostam no fim das resistências.
Para compensar a indicação de Beto como cabeça de chapa, os tucanos estão oferecendo ainda uma das duas vagas do partido ao Senado e ainda uma coligação na chapa proporcional, para deputado federal e estadual. Na avaliação interna dos tucanos, a união prejudica os candidatos do PSDB, principalmente à Câmara Federal, uma vez que os nomes do PFL concentram mais votos. ‘‘Estamos cedendo’’, disse ontem Basílio Villani, confiante na aliança.

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