Ao que parece, as autoridades da República despertaram para a razão de existir das Forças Armadas que é a manutenção da ordem pública e a segurança nacional e convocaram o Exército para enfrentar as facções criminosas que voltaram a atacar, em São Paulo, e ameaçam chegar também ao Paraná, especificamente Curitiba e Foz do Iguaçu. O Exército está pronto para colocar 1.500 homens nas ruas da capital paulista e poderá disponibilizar outros 10 mil se a crise da segurança pública se agravar. É para ocasiões como esta que os efetivos das Forças Armadas que são mantidos pelos contribuintes e a elevado custo devem ser acionados, porque se não existe conflito do Brasil com outras nações, a guerra é dentro do País e já assumiu proporção insustentável. Em boa hora a estratégia militar muda seu enfoque e volta-se para os distúrbios internos, que exigem resistência pesada. Mais de 300 mil soldados compõem a tropa de combate do Exército, somados a todo o arsenal bélico móvel, portanto uma poderosa força, que precisa ser mobilizada para dar proteção aos cidadãos. Cabe aos presidentes da República comandantes maiores das três Armas dar a ordem para essa mobilização, mas isto só ocorreu com grande empenho no regime de governo militar. Agora o tempo é de outra guerra, cujos inimigos não são apenas os comandos dos PCCs mas toda a legião de criminosos que assola a população e a mantém em estado de terror. Por isso, a intervenção do Exército precisa ser constante, o que é consonante com a filosofia e a missão das Forças Armadas: a guarda da ordem nacional. Tanto melhor que não haja uma guerra clássica, como tem ocorrido no mundo e, no momento, dissemina morte e dor no episódio de mais um confronto entre árabes e judeus, mas vigora uma convulsão interna no Brasil cujo inimigo já mostrou que é perigosíssimo e há muito tempo desafia as forças de segurança. Os efetivos regulares das Polícias não têm condições, apenas por si próprios, de enfrentar tamanha violência, mas com a ajuda dos contingentes do Exército isto será possível. O governador paulista Cláudio Lembo adiantou-se e não titubeou em apelar para a tropa. O treinamento das Forças Armadas está voltado para as ações de guerra convencional, mas como aqui não há indicativo de que ocorram confrontos dessa natureza e felizmente então os pelotões precisam rever suas táticas, porque há uma provocação incessante ocorrendo dentro do próprio território nacional. Não pode haver hesitação se o país está envolto pelo fogo da bandidagem e das facções atacando, matando, destruindo. Os cidadãos estão amedrontados, nas ruas e no trabalho, mantendo as casas a ferrolho, e também os agentes do sistema de repressão estão inseguros.

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