Protótipos de carros autônomos e voadores
Enquanto o nosso País discute e enfrenta as crises políticas e econômicas, cabeças pensantes criam novos protótipos (modelos). Um desses protótipos, que já está sendo testado em Phoenix, nos Estados Unidos, é o carro que transita sem motorista, também chamado de "carro autônomo".
Não acredita? Pois, pasmem! Recentemente, um caminhão autônomo realizou sua primeira entrega de mercadorias. Com uma duração de duas horas, a 120 km/h, pelas estradas de Colorado, o caminhão que não tinha nenhum motorista no volante foi capaz de realizar a entrega de 45 mil latinhas de cerveja para uma central de armazenamento de uma empresa.
O segundo protótipo envolve a Empresa Brasileira de Aeronáutica (Embraer) que está desenvolvendo "carros voadores". Tratam-se de pequenos veículos elétricos que decolam e aterrissam verticalmente e fazem deslocamentos urbanos curtos.
Esse projeto será feito em parceria com o aplicativo de carona paga Uber (empresa responsável pelo aplicativo de transportes) para impulsionar as tecnologias de carros autônomos.
Para quem não sabe, a Uber é uma empresa multinacional norte-americana prestadora de serviços eletrônicos na área do transporte privado urbano e baseada em tecnologia disruptiva (interromper o seguimento normal de um processo) em rede através de um aplicativo.
Segundo seus idealizadores, a meta é que os primeiros voos experimentais ocorram em 2020, com operação comercial prevista para 2023.
A Embaer pretende criar todo o projeto da aeronave, fabricá-la e ficar responsável pela manutenção, além do controle aéreo. A Uber ficará responsável pelo sistema que receberá os pedidos de deslocamentos de passageiros.
Segundo Paulo Cesar de Souza e Silva, presidente da Embraer, a Uber "tem a demanda e é o ponto forte dela, lançando-se assim o serviço chamado Uber elevate. Para a Uber, o futuro pode ser "carros voadores", que podem chegar a uma velocidade de 160 km/h.
Entretanto, para esses protótipos aqui apresentados se tornarem uma realidade há uma série de entraves que terão que ser superados. O maior deles deverá ser o regulatório, uma vez que será preciso garantir a segurança dos passageiros, assim como entraves técnicos como a duração da bateria usada nessa aeronave, para que possa voar por um longo período sem a necessidade de uma nova recarga.
Caros leitores, não se trata de delírios e muito menos alucinações. Trata-se de uma realidade que nos leva a desprezar os exaustivos conflitos políticos que estamos vivendo para que, juntos dessas mentes brilhantes, possamos nos preparar diante dessa avançada tecnologia.
Temos que romper com esse nosso passado destituído de valores sociais e econômicos e avançar com as inovações que surgem, se queremos sair da mediocridade.
Reflitam sobre isso.
JULIETA ARSÊNIO é diretora do Departamento de Acidentes, Crimes e Perícias de Trânsito (Abramet) e psicóloga em Londrina
■ Os artigos devem conter dados do autor e ter no máximo 3.800 caracteres e no mínimo 1.500 caracteres. Os artigos publicados não refletem necessariamente a opinião do jornal. E-mail: opiniao@folhadelondrina.com.br





