Atos de vandalismo voltaram a se repetir ontem em Londrina durante manifestação contra o aumento da tarifa do transporte público. Além de danificar dois ônibus – um veículo teve os seus pneus esvaziados e a lataria pichada, enquanto os vidros de um outro foram quebrados –, os passageiros foram obrigados a descer, os participantes atearam fogo em pneus e usaram uma máquina de lavar roupas quebrada para bloquear a Avenida Higienópolis (centro), espalharam lixo reciclável pela Rua João Cândido (que estavam nas ruas para serem recolhidos pela coleta seletiva) e picharam prédios públicos.
Além de novamente provocar danos ao patrimônio privado – que certamente será incluído na planilha de custos das empresas que operam o transporte coletivo –, os manifestantes mais uma vez prejudicaram os outros usuários do sistema e ainda sujaram a cidade. Vale ressaltar que o direito de manifestar-se é legítimo e garantido pela Constituição Federal. No entanto, o que não pode ocorrer é que esses protestos provoquem danos a outras pessoas e a empresas. Espalhar lixo pela rua e promover pichações são comportamentos que devem ser repudiados.
Importante lembrar que a sociedade deve se posicionar contra atos de vandalismo. Ninguém deseja ver novamente ataques como os que ocorreram durante os protestos realizados no ano passado em algumas capitais. É justo que um grupo de pessoas se reúna para garantir seus direitos, cobrar melhorias na prestação de um determinado serviço ou para garantir a manutenção ou redução de tarifas públicas, mas tudo isso deve ocorrer sem bagunça e vandalismo.
Além disso, importante ressaltar, que apesar do aumento da tarifa válido desde 1º de janeiro, os estudantes pagarão metade do valor. A passagem foi reajustada em R$ 0,35, passando de R$ 2,30 para R$ 2,65. No entanto, decreto municipal garantiu passe livre aos estudantes de 1ª a 4ª série matriculados na rede pública de ensino e direito a pagar metade do valor a todos os demais – ou seja, da 6ª série à pós-graduação. Portanto, os estudantes que têm participado dos protestos pagarão menos de R$ 1,35 este ano contra os R$ 2,30 até o final de dezembro.

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