Protesto e vandalismo
Todo brasileiro tem o direito de manifestar-se, conforme está expresso no artigo 5º da Constituição Federal. É legítimo que um grupo de pessoas se reúna para garantir seus direitos, cobrar melhorias na prestação de um determinado serviço, para garantir a manutenção ou redução de tarifas públicas. No entanto, importante ressaltar que todo direito acaba quando prejudica diretamente outras pessoas e quando são provocados danos em patrimônios públicos ou privados.
Foi o que aconteceu durante manifestação realizada em Londrina na terça-feira. É justo que um grupo de estudantes e trabalhadores se reúna para protestar contra o reajuste da tarifa do transporte público que, desde o início do mês, passou a R$ 2,65 um aumento de R$ 0,35. Não se pode negar que a alta pesa no bolso dos usuários do sistema, apesar das planilhas e das justificativas apresentadas pela administração municipal. No entanto, não se pode permitir que atos como os registrados ocorram novamente.
Em uma manifestação como a de terça à noite, os maiores prejudicados foram os outros usuários do transporte. Eles tiveram cerceado o seu direito de ir e vir, que também é constitucional. Tiveram postergados o seu direito ao descanso, uma vez que a maioria era trabalhador que só queria voltar para casa depois de mais dia.
Atos como quebrar vidros dos ônibus, pichar veículos e paredes do Terminal Central têm que ser coibidos pela polícia. É claro que não se trata da defesa de ações truculentas, mas a polícia não pode se limitar a "organizar" o trânsito do entorno enquanto alguns "manifestantes" agiam livremente coibidos apenas pela equipe de segurança interna do Terminal. O Pelotão do Choque chegou tarde, depois de registradas depredações e agressões. O desenvolvimento de uma ação preventiva poderia ter impedido atos de vandalismo e até o ferimento de uma pessoa.
Londrina não quer ver reproduzida imagens de protestos ocorridos nas capitais em que baderneiros se misturaram aos manifestantes pacíficos para danificar patrimônio público e privado e saquear o comércio. Qualquer manifestação tem que ser pacífica, até para garantir a sua legitimidade e conseguir o apoio da opinião pública.





